A prisão considerada arbitrária do advogado Jeferson Antonio Baqueti, em Dourados, no final de semana, após ter sido algemado e encaminhado à delegacia durante o atendimento de um cliente, repercutiu também em Brasília, segunda-feira (17), durante reunião do Conselho Pleno da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Veja o momento em que o advogado foi preso
O presidente nacional da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, anunciou que a OAB nacional vai pedir a intervenção do governo do Estado e do comando geral da PM (Polícia Militar) para exigir o afastamento dos oficiais responsáveis pelo desrespeito às prerrogativas do advogado.
O procurador nacional de defesa de prerrogativas da entidade, José Luis Wagner, afirmou ainda que a OAB vai acompanhará o caso até seu desfecho. A denúncia ao Conselho Pleno foi feita pela bancada do Mato Grosso do Sul, composta por Sâmia Roges Jordy Barbieri, e os douradenses Afeife Mohamad Hajj e Alexandre Mantovani.
O conselheiro Alexandre Mantovani requereu a intervenção do Conselho Federal da OAB junto ao caso do advogado, mobilizando, ainda no domingo (16), quando aconteceu o incidente em Dourados, o Procurador Nacional das Prerrogativas, José Luis Wagner.
Já o conselheiro Afeife Hajj ressaltou que este é o segundo caso de abuso policial contra advogados durante o exercício profissional, sem qualquer justificativa cabível. O conselheiro destacou, também, a pronta atuação do presidente da seccional de Dourados, Felipe Cazuo Azuma, que prontamente se dirigiu à delegacia para buscar a soltura do colega preso.
A Seccional sul-mato-grossense da OAB também emitiu nota de repúdio, que foi entregue em mãos ao Comando da Polícia Militar pelo vice-presidente da entidade, Mansour Elias Karmouche, acompanhado do presidente da Comissão de Defesa Assistência e Prerrogativas da seccional, Marco Antonio Castelo.