A CCR MSVia, empresa que administra 845 quilômetros da BR-163, começa no dia 14 de setembro a cobrança de pedágio em nove pontos da estrada, eixo essencial para o transporte de produtos e de passageiros em Mato Grosso do Sul. A autorização foi dada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em resolução publicada nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União.
O valor do pedágio vai variar entre R$ 2,35 e R$ 43,20, dependendo do local e do tipo do veículo. O usuário de Dourados vai pagar R$ 13,70 [R$ 6,50 na praça de pedágio de Rio Brilhante e R$ 7,20 na praça já próximo de Campo Grande] de ida e volta, conforme a tabela de preços divulgada pela concessionária.

Funcionários distribuem folhetos com a tabela de valores do pedágio no Estado
A partir deste final de semana está vigorando a operação de orientação aos motoristas, com o objetivo de “esclarecer e acostumar os usuários da rodovia a pararem nas cabines”. Segundo a CCR MSVia , durante 10 dias, os veículos que passarem pelas praças de arrecadação param nas cabines, mas não pagam tarifa.
Foram afixadas faixas em pontos estratégicos da rodovia, alertando sobre a cobrança. Os painéis eletrônicos existentes também exibem mensagens sobre o pedágio e nas cabines, os usuários recebem um folheto informando sobre a cobrança. A empresa treinou cerca de 240 funcionários nos núcleos de aprendizagem instalados pela CCR MSVia nos municípios de Rio Verde de Mato Grosso, Campo Grande e Naviraí. Eles atuarão dos noves postos de arrecadação, trabalhando em regime de escala.
Onde ficam os pedágios?
A tarifa básica para cada 100 quilômetros é de R$ 0,06488 e o valor varia conforme o tipo de veículo. Quanto maior, mais alto o preço nos postos de cobrança instalados em Mundo Novo, Itaquiraí, Caarapó, Rio Brilhante, Campo Grande, Jaraguari, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Pedro Gomes..
Conforme a empresa divulgou, em 16 meses do início das atividades na BR 163, no trecho de Mato Grosso do Sul, o investimento foi R$ 730 milhões em obras, serviços, equipamentos e mão de obra. Nos primeiros cinco anos da concessão, a previsão é de R$ 3,5 bilhões.
Controlada pela Andrade Gutierrez, pela Camargo Corrêa e pela Soares Penido, a CCR já administra rodovias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.