Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Dourados

Em 5 anos, Murilo tirou Dourados ‘do fundo do poço’

23 de fevereiro 2016 - 21h00 Por Redação Douranews
Em 5 anos, Murilo tirou Dourados ‘do fundo do poço’

“Ainda me lembro quando eu e a Dinaci [Ranzi, a vice-prefeita eleita com ele em fevereiro de 2011, para um mandato tampão depois da crise política que se abateu sobre a cidade entre 2009 e 2010] fomos empossados, na Câmara de Vereadores, nós éramos o quarto prefeito eleito em um mesmo mandato [antes dele, houve Ari Artuzi, eleito em 2008 e afastado em 2010 após ser preso por corrupção; o juiz Eduardo Machado Rocha, nomeado interventor do Tribunal de Justiça, entre agosto e setembro de 2010 e a vereadora Délia Razuk, formalizada no cargo entre outubro de 2010 a fevereiro de 2011], e trazíamos a esperança da população que acreditava que nós poderíamos tirar Dourados do fundo do poço”.

murilo e dinaci trabalho menor

Murilo chega para o trabalho, no primeiro dia de prefeito, com Dinaci

Após essa introdução, e sem disfarçar a emoção, o prefeito Murilo Zauith (PSB)disse nesta terça-feira (23), quando comemorou cinco anos de mandato, somando as duas gestões, ao anunciar o lançamento da campanha institucional ‘Dourados agora é outra – 5 anos de desenvolvimento em paz’ que, assim como as administrações anteriores procuram imprimir uma marca, “nós podemos dizer que estamos concluindo a gestão deixando a marca da eficiência, porque quando assumimos sabíamos para onde que queríamos levar Dourados e agora só podemos desejar que os próximos administradores dêem continuidade a essa tarefa”.

Desafio

O prefeito ainda lançou um desafio para que as pessoas pesquisem junto aos organismos oficiais, entre os números oficiais, citando a Caixa Econômica Federal como exemplo, sobre qual município brasileiro, do porte de Dourados, possui o maior volume de investimentos. “Emplacamos 12 Ceims, um deles no distrito de Vila Vargas, onde até então não se liberavam verbas para isso para área rurais e só não conseguimos levar um Ceim para a Reserva Indígena porque os técnicos de Brasília insistiram que, pela tradição, são as mães que devem cuidar da criança nas aldeias”, relatou o prefeito.

asfalto parque naçoes 1 menor

Ruas do Parque das Nações I recebem asfalto, pela primeira vez em 40 anos

“Investimos mais de R$ 100 milhões em asfalto, conseguimos aprovar o empréstimo de R$ 52 milhões [poucos municípios brasileiros, e nenhum de Mato Grosso do Sul, chegou a esse feito, observou] na Caixa e quando entregamos a primeira frente de pavimentação, no Parque das Nações I Plano, onde a população esperava há 40 anos, parecia um sonho. E hoje ainda temos muito asfalto pra inaugurar”, anunciou.

Buracos

Murilo disse que a principal reclamação atualmente da população, os buracos nas ruas, não o preocupam. “Não fui eleito para tapar buracos, isso é lição de casa, manutenção, assim como fazemos com a coleta de lixo ou com a troca de lâmpadas; a malha viária precisa de recapeamento, e já fizemos mais de 40 quilômetros, tem muito mais pra fazer. Acontece que estamos passando pelo maior período de chuva dos últimos 40 anos, e com esse tempo não dá pra fazer nada, está tudo parado”, afirmou.

Entre novembro do ano passado e janeiro de 2016 o Município já registrou um volume de chuvas de 326 mm em novembro (contra a média histórica, desde 1979, de 160 mm), 343 mm em dezembro (a média dos últimos 37 anos é de 180 mm) e de 224 mm em janeiro deste ano, contra a média de 161 mm. Neste mês de fevereiro já choveu, até agora,  143,2 mm; a média, desde 1980, era de 140 mm.

“5 anos em paz”

Por fim, Murilo disse que, “se o Brasil não está em paz” [o noticiário nacional relata o clima de turbulência política e econômica], “aqui as pessoas podem sair para o trabalho todos os dias, porque existe emprego, nós qualificamos mais de 6 mil trabalhadores em várias especialidades; as mães podem deixar o seu filho na escola ou na creche que nós cuidamos, com merenda de qualidade, material escolar, uniforme, incluindo o calçado e a mochila; vamos fechar o ano com 5 mil casas construídas [vejam, onde mais, no Estado, tem esse número, desafiou], porque conseguimos criar um clima de paz onde cada família pode construir o seu dia de amanhã”.