Moradores da sitioca Altos da Lagoa, localizada às margens da avenida Guaicurus, próximo do quartel do Exército brasileiro, fizeram protesto hoje pela manhã interditando a rodovia no período de pico de tráfego de veículos. O pedido é por melhorias na infraestrutura do bairro e no acesso, pois o acúmulo de água está prejudicando a população do local. Segundo moradores, as obras de duplicação da avenida Guaicurus não previram sistema de escoamento das águas que ficam represadas na entrada da vila.
Segundo Cícero Duarte de Figueiredo, de 52 anos, morar na vila está complicado devido ao alagamento que prejudica os moradores do local. “Estamos pedindo que as autoridades venham resolver o problema aqui, pois quando fizeram a duplicação foi feita a tubulação captando a água de um lado, mas passando toda para o nosso lado e essa água fica represada as margens da rodovia, e está causando problemas sérios nas nossas ruas e contaminação do lençol freático, pois não temos nenhum tipo de saneamento básico no local e isso tem dificultado muito morar aqui no bairro”, conta Cícero.
Moradores pedem o comparecimento das autoridades responsáveis para constatar o problema que está gerando na vila o acumulo de água. “O que estamos reivindicando é que as autoridades responsáveis venham tomar alguma providência, venham conversar com a gente para podermos resolver o problema. Não estamos aqui para prejudicar, não é questão partidária, é uma questão social", acrescentou o morador.
O protesto dos moradores da sitioca teve duração de cerca de duas horas, bloqueando o acesso de milhares de alunos, professores e trabalhadores e militares de chegarem ao destino. A rodovia que dá acesso à UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a Universidade Federal da Grande Dourados, ao aeroporto, à Brigada do Exército e aos distritos de Itahum e na Picadinha ficou congestionada pelos inúmeros carros parados. A PRE (Polícia Rodoviária Estadual) esteve no local orientando o tráfego.