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Engenharia mecânica preenche lacuna, diz Abemec

19 de maio 2016 - 14h10 Por Redação Douranews
Engenharia mecânica preenche lacuna, diz Abemec Representante da Associação nacional da profissão destaca importância do curso na região — Foto: Divulgação/Assessoria

A engenharia mecânica é uma das carreiras mais promissoras para atender o mercado de trabalho local, constatou o presidente da Abemec (Associação Brasileira dos Engenheiros Mecânicos), em Mato Grosso do Sul, Marco Aurélio Candia Braga, ao participar da 2ª Semana Acadêmica de Engenharia Mecânica da Unigran, realizada em Dourados.

“O curso de graduação veio preencher uma lacuna que é de formar gente local. A graduação aqui proporciona que a pessoa que nasceu na região possa se fixar, se qualificar e não é preciso procurar profissionais de outras regiões. Isso é bom para o estado, para o mercado de trabalho e tudo mais”, assegura Marco Aurélio.

O engenheiro mecânico ainda mencionou o papel da Associação, que é para proteger a sociedade e o profissional. “Como o estado está crescendo, diversas usinas de açúcar e alcooleiras, confinamentos, o pessoal já começou a usar biogás, etanol, álcool, combustível, quem é o responsável por isso? Queremos que as empresas contratem os engenheiros mecânicos para ter essa responsabilidade”, ressalta Marco Aurélio.

O curso realizou palestras e minicursos voltados para acadêmicos e profissionais da área. A inspetora regional do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), Alzira Nogueira Souza dos Santos, falou sobre “Atribuições profissionais do Sistema Confea/Crea”. Conforme a engenheira mecânica, o profissional atua em tudo o que é relativo às maquinas e equipamentos, ao transporte de energia e calor.

“São conhecimentos que se baseiam em fundamentos da física, da mecânica, da cinemática, um conhecimento de materiais, de resistência de materiais e um pouco de eletricidade”, definiu ela, acrescentando que na região “há muitas oportunidades para um engenheiro mecânico, principalmente porque somos uma região de agronegócio. Devemos voltar nossos olhos para este tipo de negócio e começar a desenvolver equipamentos que vão ajudar a parar de exportar commodities e passar a exportar um produto já com valor agregado, como uma contribuição para a economia”, analisa Alzira Nogueira.