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Grupo de estudos enfrenta o tráfico de pessoas

13 de agosto 2016 - 13h09 Por DOURANEWS
Grupo de estudos enfrenta o tráfico de pessoas Capa de edição impressa do jornal online mostra drama do tráfico de pessoas no mundo — Foto: Reprodução

O número de processos judiciais no Brasil envolvendo o crime de tráfico de pessoas e de redução à condição análoga a de escravo, de 2005 a 2012, chegou a 1.163 casos. Os dados são do levantamento feito junto aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) a pedido do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Do total de casos, pouco mais de 400 ainda tramitam na justiça.

Mato Grosso do Sul é o terceiro com maior número de vítimas do crime de tráfico de pessoas e boa parte das vítimas são indígenas que vivem na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Segundo dados do Ministério da Justiça, o estado só perde para a Bahia e o Pernambuco em quantidade de vítimas de tráfico.
Em Dourados, o projeto de extensão sobre o Tráfico Internacional de Mulheres reúne um grupo de acadêmicas da Fadir (Faculdade de Direito e Relações Internacionais) da UFGD, orientadas pela professora Tchella Maso que, sensibilizadas com a dimensão do tráfico de pessoas, a discriminação do gênero feminino e com a vulnerabilidade da fronteira, se uniu para lutar contra isso, como mostra reportagem de capa da edição impressa do jornal online Douranews.

O objetivo é mostrar a realidade do estado de Mato Grosso do Sul e do mundo, no que tange à compra e venda de mulheres para a exploração sexual, especialmente em épocas de eventos como a Copa do Mundo, realizada em 2014 e os Jogos Olímpicos que acontecem neste mês no Brasil. “Nosso projeto é voluntario e sem fins lucrativos, formado por diversas mulheres, em sua maioria estudantes do tema. Buscamos conscientizar a população sobre a existência do tráfico de pessoas para que elas possam identificar situações de vulnerabilidade”, afirma Izadora Feitosa, integrante do grupo.

Os participantes do projeto reconhecem as dificuldades em apurar dados mais reais sobre essa problemática, considerando ser um assunto “muito invisibilizado”, como definem, e à dificuldade em levantar dados precisos na região. Normalmente, as vítimas do tráfico de pessoas se concentram em camadas menos estruturadas, quando passam pela chamada ''vulnerabilidade social', decorrente da ausência de políticas públicas, a falta de dinheiro e a busca pela melhoria de vida. Izadora lembra que existe uma data instituída pela ONU (a Organização das Nações Unidas), que define o dia 30 de julho como Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instituído na Assembleia Geral da ONU em 2013. Em 2014, pela primeira vez, a data foi celebrada, com objetivo de demonstrar apoio às vítimas, dar visibilidade e promover a conscientização através de ações do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime e da Campanha Coração Azul.