Centro de Atendimento à Mulher Vítima de Violência funciona na rua Hiran Pereira de Matos, 1520, na Vila Mary — Divulgação
O Viva Mulher – programa realizado pelo Centro de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher da Secretaria municipal de Assistência Social, registrou desde janeiro de 2017 até fevereiro deste ano, uma média de dois atendimentos diários de acolhimento e acompanhamento psicossocial e jurídico à mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Essa média é resultado dos números de atendimentos realizados em 2017 (518), em 2018 (935) e neste ano, até fevereiro (72). Todas estas pessoas receberam orientações e/ou acompanhamento psicossocial, informa a coordenação do programa.
No entanto, ainda são muitas as mulheres que sofrem violência e não procuram amparo no Viva Mulher. Tais crimes, tipificados na Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, são caracterizados pela violência física, psicológica, sexual, patrimonial e a violência moral, ou qualquer conduta que se configura como uma destas.
“Ainda existe um número elevado de registros de ocorrências na DAM (a Delegacia de Atendimento à Mulher), porém, nem todas as mulheres vítimas de violência desejam receber acompanhamento psicossocial no Centro”, informa a coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Sônia Maria Rodrigues Pimentel.
Ela reitera que a estrutura do Viva Mulher comporta muito mais atendimentos e as vítimas devem ser encorajadas a buscar amparo. “Toda mulher que sofre violência deve denunciar o agressor, solicitar apoio nos serviços sócio-assistenciais, como também, em qualquer serviço público que a vítima consiga estabelecer vínculo e procurar informações”, disse, lembrando que o Viva Mulher recebe encaminhamentos de diferentes órgãos públicos; a maior demanda é da DAM.
Os atendimentos acontecem para todos os tipos de violência tipificados e, em casos graves, é disponibilizado até mesmo um lugar para abrigar as mulheres e filhos. “A permanência pode ser de até seis meses. Destaca-se, que a mulher e seus filhos, menores de 18 anos, acolhidos em instituição, recebem todo acompanhamento”, explicou Sônia Pimentel.
O trabalho é mais um proposto pela Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e luta para promover a inexistência desse tipo de crime na sociedade, conforme explica a coordenadora do Viva Mulher, Marly Maria Morgenrotti Ferreira.
“Consideramos as causas de violência doméstica como multifatoriais, ou seja, são resultantes de um conjunto de aspectos sociais, econômicos, emocionais, culturais. Sendo assim, entendemos a necessidade de políticas públicas transversais efetivas, cada setor assumindo sua responsabilidade”, disse Marli, ao propor constante diálogo em torno desse tema.
Ajuda
Para denúncias, ou, pedidos de informações e encaminhamentos quanto às ações de violência contra a mulher, o telefone da DAM é 3421-1177. O Disque Denúncia atende pelo telefone 180 e o Centro Viva Mulher atende vítimas dessa situação pelo telefone 3424-5268.