Sem manutenção, carros apodrecem no polo-base de saúde indígena — (Foto: Direto das Ruas)
Caminhonetes, motos, carros de passeio, kombis e ambulâncias que deveriam estar rodando nas aldeias para atender os índios estão abandonadas no pátio do prédio do Dsei, localizado na Avenida Joaquim Teixeira Alves.
Os manifestantes apontam “gestão desastrosa” de Sidneide à frente da saúde indígena na mais populosa reserva de Mato Grosso do Sul, com pelo menos 18 mil pessoas e acusam a chefe local de perseguir trabalhadores indígenas e de manipular membros da comunidade para conseguir apoio.
“Enquanto faltam veículos para os trabalhadores de saúde atender a comunidade, existe um cemitério de carros nos fundos do polo. Alguns carros são novos e outros se acabaram no tempo”, afirma a liderança dos índios, que pediu para não ter o nome divulgado.
Segundo ele, o desleixo da chefia local do Dsei com a frota de veículos é só um dos problemas causados pela atual gestão. “Estamos cansados dessa omissão e desse descaso por falta de veículos para socorrer o povo indígena e quando a gente chega no polo-base se depara com esse cemitério de carros aqui no fundo, por incompetência da gestão”, afirmou o líder indígena.
Os índios afirmam que até agora a coordenação do Dsei em Mato Grosso do Sul não mandou representantes para negociar a desocupação do prédio. Hoje, eles comunicaram o caso ao MPF (Ministério Público Federal) e reafirmaram que só vão desocupar o prédio quando Sidneide sair da chefia local.
No comunicado ao MPF, as lideranças afirmaram que apenas ocuparam o prédio e que os funcionários ficaram livres para continuar atendendo. As informações são do Campo Grande News.