Abordagem de problemas estruturais nas aldeias, sob a ótica de ativista, provoca reações em Dourados — Douranews
O prefeito Alan Guedes (PP) publicou nota no meio da noite desta sexta-feira (21), em que diz estar acompanhando “com perplexidade” o vídeo onde o empresário Eduardo Moreira, coordenador do projeto "Brasil de Verdade", em entrevista à jornalista Leda Nagle, afirma, “de forma generalizada e fora de contexto”, segundo escreve, que em Dourados “as pessoas comem restos de comida, moram em lugares que não tem água, sem rede esgoto e sem rede elétrica, e dormem uma hora por noite com medo de serem mortas pelas milícias".
“Como douradense e apaixonado pela minha cidade confesso que dói ver comentários como esses. A fala do empresário é carregada de preconceito e recheada de falta de informação, principalmente àqueles que vivem em outras regiões do país e que não conhecem as belezas e riquezas de Dourados”, reagiu o prefeito, após algum tempo sem tomar posição em casos locais, de relevância para a população, como as denúncias da falta de médicos, insumos, leitos de UTI, medicamentos e condições de trabalho, principalmente, aos profissionais da Saúde.
Temos 225 mil moradores, “gente de trabalho, que luta, dia após dia, para construir um cidade melhor. Temos uma cultura maravilhosa, influenciada pelos colonizadores, irmãos paraguaios e nosso povo indígena”, escreveu Alan Guedes antes de convidar o empresário “para conhecer Dourados novamente, pois essa cidade que você citou, se um dia existiu, te garanto, não existe mais”.
Moreira relatou no vídeo e em live realizada na noite desta sexta-feira que visitou famílias em situação de vulnerabilidade social, sobretudo entre os índigenas, em novembro de 2019. “Nossa economia cresce em ritmo acelerado e é destaque na agricultura, na pecuária, comércio e serviços. Somos referência e parceiros de habitantes de uma região com quase 1 milhão de pessoas”, concluiu Guedes, evitando atacar os problemas citados, como a falta de água, saneamento, estradas e apoio para que culturas de subsistência venham a ser estimuladas nas aldeias de Dourados.