Alan Guedes sinaliza que lives serão mais frequentes a partir de agora: só estão faltando medidas práticas de ação — Reprodução
Usando termos como “as pessoas não tem noção da gravidade do problema”, “estamos preocupados com a superlotação de leitos” e “não temos recebido número de vacinas que atenda toda a população”, o prefeito Alan Guedes (PP) promoveu nesta segunda-feira (24) mais uma live, em formato de bate-papo com o jornalista Ginez Cesar, que ocupa a vaga de assessor de comunicação do Município. Dourados chegou a 30.599 casos confirmados da Covid-19, conforme o boletim epidemiológico divulgado pela manhã; 1,810 pessoas em tratamento domiciliar e 161 internadas, das quais 77 ocupando todos os leitos de UTI disponíveis na cidade que já contabiliza 479 mortos, foram os 277 óbitos de moradoras das cidades vizinhas.
Guedes não explicou, entretanto, porque usou o perfil da Prefeitura no Instagram na manhã deste domingo (23) para, com sinais de preocupação, pedir às pessoas que fiquem em casa, quando ele próprio havia acabado de chegar de um comício, com aglomeração e desobediência às medidas biossanitárias de enfrentamento ao coronavírus, em apoio à candidata que disputa a Prefeitura pelo partido dele em Sidrolândia.
Também não falou sobre a insistência em forçar professores e alunos a voltarem para as salas de aula, mesmo que ainda não tenha conseguido imunizar nem 10% do público-alvo ligado à Educação, medida considerada – essa sim – essencial pelos segmentos organizados para que se retomem as atividades presenciais. Deixou também de comentar o não cumprimento dos acordos firmados com médicos e servidores da UPA e do Hospital da Vida, principalmente, com o pagamento dos plantões já realizados e salários, férias e benefícios adicionais atrasados desde fevereiro.
Culpa dos índios
Na live de pouca efetividade, só anunciou o que poderia ser feito pelos parcos releases que tem sido disponibilizados pela equipe da comunicação interna, como o novo socorro oferecido pelo Governo, através da Secretaria estadual de Saúde, disponibilizando equipamentos de respiradores e aspiradores para oferecer melhor atendimento com a transformação da UPA em ‘hospital-covid’ e disse que o PAM agora vai permanecer fica aberto nos finais de semana, atende também casos de síndromes gripais, das 6 às 18 horas.
Aproveitou para dizer que cobrou do secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, mais doses de vacina para que possa cumprir compromisso feito com a Fiems, a Federação das Indústrias do Estado, de incluir o estádio Douradão como posto avançado de vacinação. Sobre o fato de o Município ser o último no ranking da imunização, reclamou que o DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) “estoca um grande número de doses da vacina e não consegue mensurar o número de aplicações feitas até agora, isso acaba impactando nas estatísticas de quantas pessoas nós já atendemos”.