Guarda Municipal reúne o reforço da PM de Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina e agrega mais forças — Divulgação
As ameaças de que teremos uma segunda-feira movimentada, em razão da aplicação das medidas mais duras de restrição ao movimento de pessoas e às indicações de desobediência a dispositivos do decreto de lockdown, que começou a vigorar neste domingo (30) em Dourados, o prefeito Alan Guedes (PP) mandou chamar reforço policial.
O Batalhão de Choque da Capital está sendo requisitado junto à Sejusp (Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública) para se somar aos esforços que vem sendo empreendidos pelas Guarda Municipal de Dourados e a Polícia Militar da cidade, em conjunto com equipes de Ponta Porã e Nova Andradina que se dispuseram a colaborar, diante de tantas denúncias recebidas de infrações ao decreto.
Fontes da Guarda Municipal revelaram que, só no primeiro dia do endurecimento das medidas de controle à propagação da Covid-19, mais de 50 denúncias foram recebidas, inclusive de estabelecimentos comercializando bebida alcoólica, festinhas clandestinas e até a tentativa de abertura de uma grande loja de departamentos, a Havan, flagrada logo pela manhã do domingo, com consumidores já se animando a realizar compras.

No começo da noite deste domingo, o cacique Izael Morales, da aldeia Jaguapiru, usou as redes sociais para convocar a comunidade indígena a um protesto que está sendo marcado para a partir das 13 horas desta segunda-feira, “se até lá o MPF (Ministério Público Federal) não der uma solução para esse problema, de aglomeração de pessoas na rotatória de entrada da reserva, de pessoas que se reúnem para promover algazarras, quebrar garrafas, furar pneus de carros e bicicletas, e a culpa fica pra nós”. O cacique prometeu fechar a rodovia MS 156 como alerta.

Pelas redes sociais, circula também um manifesto convocando representantes do comércio para uma carreata, anunciada para às 10 horas desta segunda-feira, com saída a partir do parque Antenor Martins, na região do Jardim Flórida, em protesto ao decreto de Alan Guedes que não permite a abertura do comércio até o dia 12 de junho como parte do cumprimento do decreto de lockdown. "Precisamos trabalhar interno, queremos fazer delivery", pede a convocação para a manifestação de rua.