No DOURANEWS, Claudio Gaiofatto exibe o documento com pedido do Exército para continuidade de obras — Douranews/Clóvis de Oliveira
O empresário Cláuidio Gaiofatto, que foi conduzido em uma viatura da PM (Polícia Militar), primeiramente para a sede do Batalhão, localizado na vila Industrial e depois para a Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceu por mais de três horas tendo que dar explicações da participação no manifesto organizado por comerciantes, na manhã desta segunda-feira (31), por alterações no Decreto 400, em que o prefeito Alan Guedes (PP) impôs o lockdown ao Município, disse que vai exigir retratação pela forma como foi classificado.
Gaiofatto, que preside a Acomac (a Associação das Empresas de Materiais de Construção), foi secretário de Desenvolvimento Econômico na gestão da ex-prefeita Délia Razuk (PL) e ex-candidato a vereador nas eleições passadas, pelo PTB. Ao DOURANEWS ele confirmou a presença no ato, de forma pacífica e ordeira, junto com dezenas de outros representantes do mercado de materiais da cidade.
Antes disso, segundo ele, no dia 29 de maio, recebeu um ofício do Exército, pedindo a intervenção da Acomac no sentido de garantir o fornecimento de materiais de construção para que as obras de ampliação do aeroporto não viessem a ser interrompidas durante os 14 dias do decreto de lockdown, e que procurou o prefeito Alan Guedes e o chefe da PGM (Procuradoria Geral do Município), Paulo Cesar Nunes, tentando intermediar a situação.
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“Como não obtive resposta de nenhum dos dois, e havia sido convidado junto com os demais empresários para esse ato do dia 31, aproveitamos a ocasião para, se surgisse uma oportunidade, expressar lá na Prefeitura a posição do setor, ao prefeito e sua equipe, dentro da proposta do movimento que reivindica apenas o direito de trabalhar de portas fechadas e atendimento dellivery”, explicou Gaiofatto.
Conforme o histórico do Boletim de Ocorrência lavrado às 12h24 desta segunda-feira (31), depois de ter passado parte da manhã no quartel da PM, Gaiofatto foi apontado “pela comandante da Guarda Municipal à promotora de Justiça, Rosalina Cavagnolli, como sendo um dos líderes da aglomeração”. Após as explicações, foi enquadrado por infração de medida preventiva, prevista no artigo Artigo 268 [infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa], punível com pena de detenção de um mês a um ano, e multa.
RETRATAÇÃO
Ao DOURANEWS o presidente da Acomac disse que não se arrepende de ter participado do ato, “porque estava defendendo o emprego das pessoas e a geração de renda, o que Dourados mais precisa nesse momento pra sair desse buraco” e que, embora reconheça ter sido bem tratado pelas autoridades policiais durante o episódio, “não aceito ser enquadrado como criminoso, chefe de organização criminosa e nem líder de aglomeração. Essas pessoas terão que se retratar porque o bandido nessa história não sou eu”.