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Promotora diz que anônimos querem ‘visibilidade’ ao lotar MP com denúncias

19 de julho 2021 - 21h20 Por Redação Douranews
Promotora diz que anônimos querem ‘visibilidade’ ao lotar MP com denúncias Promotora Rosalina Cruz Cavagnolli responde pela 10ª. Promotoria de Justiça de Dourados desde junho do ano passado — Divulgação

Ao mandar arquivar Notícia de Fato 01.2021.00004453-3, protocolada por requerente anônimo, que se utilizou do expediente oferecido pela própria Justiça para receber manifestações sigilosas da comunidade, a Promotora Rosalina Cruz Cavagnolli, da 10ª. Promotoria de Justiça de Dourados, disse que tem verificado “linguagem extremamente genérica, subjetiva, e pautada em opiniões pessoais” de alguns denunciantes que, segundo ela, “apenas reproduzem trechos de notícias já veiculadas em mídias locais, ou que, curiosamente são publicadas em datas posteriores muito próximas”.

“Outro fato que chama a atenção é que, nas últimas ocasiões, a manifestação contém o nome expresso de agentes políticos que, em tese, solicitam providências ou então já comparecem nos locais e “atuam” visando a “solucionar/identificar” os fatos (...) e tal situação denota circunstâncias duvidosas, uma vez que agentes políticos podem estar se valendo tanto dos veículos de comunicação como da Ouvidoria deste Órgão Ministerial apenas com o intuito de alcançar visibilidade”.

Com essa justificativa, a Promotora Rosalina Cavagnolli rejeitou denúncia em que o informante alegou que além do pagamento que está previsto no contrato, está havendo oferta de valores a mais para a hora do plantão médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que muitas vezes chega até a R$ 160”, conforme se cogitou ter sido pactuado entre o Município e a categoria, por meio da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados) para manter o funcionamento das unidades.

Na denúncia anônima recebida, a representante do MP foi informada de que a maioria dos médicos estaria se demitindo por não concordarem com as atitudes ‘autoritárias e sem parâmetros’ da direção técnica da Fundação, de quem também teria partido ordens para não disponibilização de medicamentos aos pacientes, o que teria desencadeado até em óbito de alguns dos hospitalizados na rede pública de internação.

Malgrado tal fato, esquiva-se a Promotora, “já está em andamento nesta Promotoria de Justiça a Notícia de Fato 01.2021.00002725-6, que visa a apurar as problemáticas atuais na Unidade de Pronto Atendimento”. Ainda assim, atribuiu a ‘críticas temerárias e sem verossimilhança’ algumas manifestações “em que particulares buscam satisfazer seus interesses político-partidários por meio de severas críticas aos gestores opostos”, concluiu Rosalina.