Depois de vários protestos de advertência, servidores da área de Saúde confirmam paralisação no Município — Arquivo
Os sindicatos dos servidores da Funsaud (Fundação de Saúde de Dourados) e dos enfermeiros, profissionais que compõem a maior parcela de trabalhadores da UPA e Hospital da Vida em Dourados, ainda aguardam, até às 18 horas desta quarta-feira (21), por uma manifestação da entidade quanto ao ofício protocolado com o comunicado de paralisação dos trabalhadores do setor.
Conforme deliberação da assembleia geral realizada dia 14 deste mês, e de acordo com o documento protocolado junto ao Município e no MPT (Ministério Público do Trabalho), para deflagrar a paralisação os servidores decidiram que, por se tratar de atividade relacionada com serviços de saúde, será assegurado o funcionamento dos setores essenciais, respeitados os limites da ‘lei de greve’ vigente no País.
De acordo com documento que confirma a decisão pela paralisação, a aso a direção da Funsaud se recuse a abrir conversações com o setor, que reclama negociação de pagamentos, reajustes salariais e férias atrasadas, a greve será deflagrada a partir desta quinta-feira (22), devendo provocar impactos diretos no funcionamento da UPA e Hospital da Vida e nas atividades administrativas da Fundação de Saúde.
Essa deve ser a primeira greve oficial que o prefeito Alan Guedes (Progressistas) enfrenta desde que iniciou o mandato, faltando dez para completar os primeiros sete meses no comando do Município. Antes disso, ele já teve que conviver com outros seis protestos, a maior parte deles dos próprios servidores, administrativos e do setor de enfermagem, da UPA e Hospital da Vida, que tentam reverter o caos instalado na Saúde desde março.
Recentemente, em audiência com vereadores, o novo secretário municipal de Saúde, Waldno Lucena Junior, admitiu dificuldades em cumprir compromissos, posição também já assumida pela diretora administrativa da Funsaud, Daniely Toledo, no encontro com servidores, quando relatou situações de constrangimento em “ter que correr atrás do prefeito, prometer e não poder cumprir” os acordos feitos.