Prefeito Alan Guedes mantém um 'caso antigo' com o Diário, desde quando foi eleito presidente da Câmara — Divulgação
O repórter-fotográfico Eliel Cleiton de Oliveira protocolou, em setembro de 2019, pedido de informações ao então presidente da Câmara de Vereadores, o atual prefeito de Dourados, Alan Guedes (PP), questionando a existência de contratos de publicidade com as empresas Editora Jornalística Fátima Ltda (responsável pela edição do jornal DiarioMS) e ABN (Agência de Notícias e Eventos Ltda).
A Editora Fátima e a ABN (iniciais do nome do jornalista Alfredo Barbara Neto) são empresas controladas pelo atual chefe de Gabinete do prefeito, à época em que Guedes comandou a Câmara – entre os anos de 2019 e 2020 – contemplado com valores que, atualizados, se aproximam de um milhão de reais, via uma terceira empresa, Indicador Econômico Ltda., para divulgar a mídia oficial do Legislativo, no maior escândalo envolvendo os dois Poderes e que ficou conhecido como ‘farra da publicidade’.
No requerimento, protocolado há quase dois anos, no dia 19 de setembro, e ainda não respondido, o profissional queria saber quais os vínculos a Câmara de Dourados mantinha, sob regimes de licitação, dispensa, inexigibilidade ou outra modalidade, com o extinto jornal impresso DiárioMS e a ABN, que mantém o desconhecido site Dourados Digital.
Em fevereiro de 2021, já sob o comando do vereador Laudir Munaretto (MDB), que substituiu Guedes na presidência da Câmara, o grupo representado por Alfredo Barbara Neto ainda chegou a receber o equivalente a 43.592,00, referente a serviços que teriam sido prestados no primeiro mês do ano.
Denunciado, Barbara tentou devolver o dinheiro pra Câmara, que não pode receber já que o recebedor das notas fiscais foi o Indicador Econômico, obviamente, apenas para repassar ao dono do DiárioMS, no esquema compartilhado com o atual prefeito, como depois denunciou a vereadora Lia Nogueira, da tribuna da Câmara.