Pessoas se aglomeram do lado de fora da UPA para conseguir atendimento — Reprodução/rede social
A falta de profissionais para o atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) dos bairros está provocando superlotação na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e aumenta a preocupação com relação a provável colapso nos procedimentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) neste final de ano em Dourados.
Usuários dos serviços chegaram a enfrentar mais de 10 horas de filas, entre a noite de domingo (26) e desta segunda-feira (27) na UPA que funciona em regime de plantão permanente. Servidores do local afirmam que não havia déficit de médicos, de acordo com a escala. “O problema é que a demanda aumentou muito, todo mundo procurando pela UPA”, relatou um colaborador.
A vereadora Lia Nogueira, que é presidente da Comissão de Saúde na Câmara, disse, em live ao vivo apresentada na frente da UPA, que “o problema se agrava mais ainda quando as pessoas procuram os postinhos nos bairros e não encontram ninguém: aí o jeito é ir todo mundo pra UPA”, constatou ela.
Faltam médicos e enfermeiros para suprir a demanda, por exemplo, nas Unidades de Saúde do BNH 4º. Plano, da Seleta e do Santo André, conforme relato da vereadora, que já convidou os demais colegas membros da mesma Comissão, Marcio Pudim e Marcelo Mourão, para acompanharem a vistoria que será feita por técnicos do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) em alguns pontos.
Covid-19
No começo da tarde desta terça-feira (28), a Prefeitura de Dourados divulgou a versão atualizada do boletim epidemiológico, porém, não relatou nenhum caso confirmado e nem de recuperados da Covid-19; também não constam indicadores de óbitos de pacientes internados em Dourados, sejam residentes aqui ou nos municípios do entorno regional. Agora já são 39.353 casos notificados desde o início da pandemia, contra 38.593 recuperados.