Câmera mostra dona Ana circulando dentro de mercadinho no Canaã — Reprodução
Após quatro dias intensos de buscas, mobilização de mais de 300 pessoas, entre familiares e amigos da idosa Ana Maria, desaparecida desde a manhã de quinta-feira (29) passada, quando foi vista pela última vez nas imediações do Parque de Exposições de Dourados, a localização do corpo da mulher, nesta segunda-feira (3) acabou sendo um demonstrativo da solidariedade e prestatividade das pessoas.
De acordo com o filho dela, o empresário Fabio Rosendes, certamente o déficit de memória identificado na mãe contribuiu muito para essa situação. “Ela foi encontrada justamente onde havíamos obtido o último sinal de localização, bem perto do parque de exposições, a menos de 40 metros do trecho da rodovia BR 163, após a rotatória, no trevo da saída de Dourados”, relatou. Outros casos que também acabaram em morte já foram relatados anteriormente.
Rosendes agradeceu a preocupação das pessoas e o empenho de grupos organizados da sociedade, como as equipes do pedal, proprietários de drones, e voluntários de associações e entidades religiosas. “Só Deus para recompensá-los”. Nesse episódio, fica o alerta: pessoas com lapso de memória devem ser, sempre, acompanhadas de perto por algum familiar ou pessoas das relações com a casa, porque um descuido pode levar à tragédias como a que envolveram dona Ana.
Ana Maria saiu da casa da neta, na região do Jardim Canaã IV, apenas com a roupa do corpo e uma bolsinha de mão, por volta das 10 horas de quinta-feira passada, quando foi visualizada, através de câmeras de monitoramento, em um mercadinho nas proximidades. Depois disso, foi vista tentando atravessar a rotatória do parque de exposições e, como de fato se comprovou, logo após ela teria sofrido algum contratempo e caiu próximo ao ‘guard rail’ da rodovia, onde só foi localizada na manhã desta segunda-feira.