Buscar terça-feira, 1 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
18°C
Dourados

Jovem de 17 anos que matou adolescente indígena estrangulada é transferido para Unei

Ariane Oliveira Caonteira desapareceu no dia 3 de setembro, na aldeia Jaguapiru. Segundo a polícia, o suspeito confessou ter esganado a adolescente por ciúmes e escondido o corpo.

13 de setembro 2022 - 08h45 Por g1/ms
Jovem de 17 anos que matou adolescente indígena estrangulada é transferido para Unei No dia em que desapareceu, Ariane usava esse mesmo casado amarelo da foto — Arquivo Pessoal/Reprodução

O adolescente de 17 anos que confessou ter matado a indígena Ariane de Oliveira, de 13 anos, foi levado para a Unidade Educacional de Internação (Unei) Laranja Doce em Dourados. A menina é neta do cacique Getúlio de Oliveira, da aldeia Jaguapiru, e foi encontrada morta após ter desaparecido no dia 3 de setembro.

O autor, que não teve a identidade revelada, foi encaminhado para a Unei enquanto o processo pela morte da garota corre. A situação é equivalente a uma prisão preventiva, com a diferença de que, legalmente, menores de 18 anos são submetidos a medidas socioeducativas, mais conhecidas como internação, de no máximo três anos.

O adolescente apreendido vai responder por ato infracional por homicídio qualificado. Se fosse um adulto, o crime seria o feminicídio, cuja pena é entre 12 e 30 anos.

Crime motivado por ciúmes

Ariane ficou oito dias desaparecida e o corpo foi encontrado neste domingo (11), em meio a uma matagal. Um jovem, de 17 anos, confessou ter sido apreendido em flagrante após confessar ter estrangulado adolescente até a morte.

Segundo o delegado que investiga o caso, Dermeval Inácio, o suspeito foi localizado nas redondezas e conduzido para a delegacia com o apoio da liderança indígena. Durante o depoimento à polícia, o suspeito confessou ter matado a jovem por ciúmes e depois escondeu o corpo para que não fosse encontrado.

O delegado representou pela internação provisória do suspeito e ainda não se sabe o envolvimento do jovem com a vítima. O caso segue sendo investigado como feminicídio.

Entenda o caso

Ariane desapareceu no dia 3 de setembro, de sua casa, na aldeia Jaguapiru. Segundo a mãe da adolescente, Aldeneia Oliveira, durante a noite, a menina e o irmão estavam brincando com o celular quando ouviram alguém bater na porta. Ela saiu para ver quem era e não foi mais vista.

"Fomos dormir, horas depois o meu filho me chamou avisando do barulho e minha filha já tinha desaparecido. Passamos a noite procurando pela minha filha. No sábado procuramos o cacique, ele acionou as autoridades sobre o desaparecimento", comentou a mãe da menina na época.