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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Região da Grande Dourados (Sinjorgran) divulgou nota em que repudia a postura do professor Lucas, da Escola Estadual Vilmar Vieira Matos, de Dourados, de tentar intimidar o trabalho do jornalista João Pires no exercício da profissão durante cobertura de um protesto que era realizado por estudantes na manhã de segunda-feira (28) em frente ao prédio do CSU, no Jardim Água Boa, onde a escola funciona temporariamente por conta da reforma do prédio principal.
O Sinjorgran condenou o que chama de “postura totalmente destoante da quase totalidade dos educadores desse país, que enxergam o jornalista e o jornalismo como aliados na defesa dos seus direitos, de melhores condições de trabalho, de salários dignos e na construção de uma sociedade melhor para todos” ao citar que o professor Lucas preferiu tentar esconder a realidade que o jornalista João Pires queria mostrar: alunos da rede estadual de ensino estudando em ambiente improvisado.
“Ao impedir e cercear o trabalho do jornalista, a ponto de tirar das mãos do mesmo o celular que era usado para transmissão do canal de comunicação Estado Notícias, o professor que leciona na disciplina de História não apenas violou o direito que a sociedade tem de ser informada e atropelou o Estado Democrático de Direito, mas deu um péssimo exemplo aos seus alunos, que podem achar normal que alguém invista contra um jornalista quando a notícia não lhe agradar. O Sinjorgran lembra ao nobre professor que a liberdade de expressão e o direito de informar são direitos basilares da sociedade brasileira e estão contidos em cláusula pétrea da Constituição Federal. Ao invés de atacar, ridicularizar, constranger e intimar um jornalista no exercício da função, o professor Lucas deveria mostrar aos seus alunos que a liberdade de expressão é um direito irrenunciável do cidadão, afinal, a História está cheia de exemplos mal sucedidos quando se cala a imprensa”, diz trecho da nota.