Dona Maria Antonieta celebra 100 anos de vida — Album de família
Ela teve sete filhos [Luís de Souza, Diomar, Loíza, Tereza, Marina, Juvenal e José], os três últimos já falecidos, mas coleciona uma família de 23 netos, 38 bisnetos, 7 trinetos e 1 tetraneto. Nascida no dia 15 de janeiro de 1924, dona Maria Antonieta de Souza celebra nesta terça-feira (15), junto de toda a prole, os primeiros 100 anos de vida.

Uma das 27 privilegiadas residentes em Dourados a atingir essa marca etária, conforme o Censo do Ibge de 2022, Maria Antonieta migrou do estado natal de Alagoas para São Paulo onde conheceu Antônio de Souza Primo, com quem foi casada até 1972, onde teve os filhos, e depois ao Paraná. Viúva, ela se vê refletida na quinta geração de procriação.
“Mulher firme no trato, heroína, nos passa paz, mãe, avó, bisa, tri, tata!”, festeja o poema escrito por Ivete Porfírio, uma das sobrinhas, em versos dedicados à aniversariante ilustre do dia, que supera a barreira do centenário e pode vivenciar “cem anos de sapiência, sofrência às vezes, mas se revela uma celebridade com essa maturidade”.
Confira o poema dedicado à dona Maria Antonieta
Ainda jovem ela migrou
do estado de Alagoas para São Paulo,
onde conheceu seu verdadeiro amor, que
com quem se casou e formou a sua família!
Nunca foi uma ilha!
Teve seus oito filhos lá!
Depois foi tentar a sorte no Paraná!
Mais uma vez não deu certo!
Refez as malas e rumou para Mato Grosso do Sul!
Onde o céu é mais azul!
Lá fixou sua morada e permanece!
“Vê se não me aborrece”
Seus filhos cresceram e formaram família também!
Fincaram, os pés no chão!
Acharam o lugar muito bom!
Com o tempo, veio os netos, bisnetos, etc. e tal!
Está na quinta geração, enraizou este Brasilzão!
Gente para mais de metro!
Tantos netos!
Mulher nota 100
Cem anos de sapiência, lutando com a ciência!
Cem anos, uma celebridade!
Maturidade!
Sei que a vida não tem sido fácil, e não é!
Mas a senhora tirou de letra, mulher!
Foi sempre uma guerreira!
Criou os filhos sozinha!
Mulher comunicativa, ativa!
Verdadeira!
De uma sabedoria ímpar!
Nunca deu sopa para o azar!
Mas o tempo que tudo leva,
o vento que sopra as folhas para o ar!
Não pôde faltar!
Seu marido e companheiro foi morar com Deus!
A vida ficou meio que sem sentido,
sem o seu amor querido e amigo!
Desde então, não quis mais outro não!
Mas continuou de pé!
Com força, coragem e fé!
Remou e remou contra a maré!
Com o passar dos anos,
foi embora a sua juventude e também a saúde!
Mas a sua dignidade jamais!
Viveu e ainda vive em paz!
Mãe, avó, bisa, tri, tata!
Tantos os títulos que conquistou! Tantos os
Várias mulheres numa Antonieta só!
Chorou invernos, voou nos outonos!
Virou primaveras e muitos verões!
Viveu todas as estações
Sentiu o peso dos anos se alastrarem!
Viu o bem e também os males!
Quis ir embora, faz tempo!
Mas perdeu a viagem!
O trem não parou, ficou na estação!
Um novo vagão...
“Homessa, Deus me pregou uma peça”
Me deixando tanto tempo nesta terra!
Que privilégio ter a senhora conosco!
Honra ao mérito!
Não largou o osso!
Raridade, chegar até aqui!
Celebrar um centenário!
Relicário!
Dona Maria Antonieta!
Hoje meus parabéns vão para a senhora!
Deus que sabe de todas as coisas!
Saberá a sua hora!
Mas peço a ele, para deixar a senhora
aqui mais um "bucadin"
Felicidades sempre, a senhora aniversaria
e a gente que ganha presente!
Te amamos demais, e somos muito agradecidos
por ter ainda a senhora entre a gente!
Lúcida e tão presente, frequente!
Somos todos loucos!
Absorto!
Queremos a senhora conosco, só mais um pouco!
(Ivete Porfírio = 14/01/2024)