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DENÚNCIA GRAVE

Fábio Luiz questiona sobrepreço pago por Alan Guedes, por serviços prestados ao município

Prefeitura de Dourados paga mais que o dobro em sistema para secretarias, denuncia vereador

21 de junho 2024 - 13h41 Por Redação Douranews
Fábio Luiz questiona sobrepreço pago por Alan Guedes, por serviços prestados ao município Da tribuna da Câmara, vereador revelou compra semelhante feita pelo MPMT, 20 dias antes

A Prefeitura de Dourados está envolvida em mais uma polêmica devido à aquisição de licenças de software para a Secretaria de Obras com suspeita de sobrepreço. A administração municipal pagou 112% mais caro do que o Ministério Público do Mato Grosso (MPMT) por sistemas adquiridos com a mesma empresa, em um intervalo de apenas 20 dias.

O fato foi denunciado pelo vereador Fabio Luis, do Republicanos, durante a sessão da Câmara nesta semana.

Conforme o parlamentar, em 17 de agosto de 2023, a empresa, sediada em Florianópolis, vendeu licenças vitalícias de dois sistemas ao MPMT por R$19.800 e R$16.720, respectivamente. No entanto, a Prefeitura de Dourados desembolsou R$57.245 e R$26.350 pelos mesmos softwares menos de um mês depois. A compra mais cara se deu, mesmo a administração municipal ter adquirido um maior número de licenças, o que poderia ter proporcionado vantagem no orçamento.

Somados, os custos iniciais para Dourados foram de R$ 303.485,00 quando poderia ser de R$143.000,00, caso os preços praticados à administração fossem os mesmos cobrados ao MPMT. A diferença representa um aumento de 112%.

Fabio Luis questionou na tribuna da Casa de Leis os motivos para tal diferença de valores. Em seu discurso ele destaca a falta de justificativa plausível para o aumento dos preços em um curto intervalo de tempo e a ausência de um processo competitivo de licitação.

Segundo Fabio Luis, o impacto dessa compra com indícios de sobrepreço é inexplicável, o que levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos municipais.

“Por quais razões Dourados paga o dobro comprando uma quantidade maior de licenças que o ministério público de Mato Grosso? É inexplicável o descaso, o descuido, a negligência que se tem com o dinheiro público. É triste ver essa situação”, declarou.

Fabio ainda acrescenta que a compra foi realizada por inexigibilidade de licitação, uma modalidade que dispensa concorrência, o que agrava ainda mais a situação, considerando que deveria haver uma análise criteriosa e comparativa de preços antes da decisão de compra.

Dessa maneira, para garantir a transparência e buscar respostas, o vereador Fabio Luis encaminhou um requerimento, no dia 17 de junho, ao prefeito Alan Guedes (PP) e aos secretários municipais de Fazenda e Planejamento. No documento, é solicitado um termo de referência, estudo técnico, cópia do processo licitatório, cadernos do contrato, além dos empenhos do contrato.

“Nossa intenção com esse requerimento é promover uma gestão mais eficiente e responsável dos recursos municipais, visando atender às demandas da sociedade de forma transparente e equitativa. O cidadão que paga os impostos quer saber a destinação das suas contribuições”, justifica o parlamentar.