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Gestora de hospitais quer melhorar atenção indígena em Dourados

Diretores visitaram HU e conheceram realidade das aldeias

18 de julho 2024 - 11h02 Por Com assessoria
Gestora de hospitais quer melhorar atenção indígena em Dourados Equipe da Ebserh na Casa de Reza do Getúlio — Divulgação

Representantes da Ebserh (a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) visitaram na segunda-feira (16) a Reserva Indígena de Dourados, após conhecerem as instalações do HU (o Hospital Universitário) da Universidade Federal da Grande Dourados e discutir as necessidades de saúde da comunidade indígena.

“Nós temos os programas de iniciação científica e tecnológica hoje com bolsas dedicadas para a população indígena para que aumente também a representatividade daqueles que fazem pesquisa em prol da causa indígena e igualmente estamos desenhando em conjunto com a CAPES a oportunidade de pensar se num futuro não muito distante a gente pode também vislumbrar bolsas de pós-graduação em saúde indígena”, destacou, na visita, o coordenador de Gestão da Pesquisa e Inovação da Ebserh, Felipe Santa Rosa Roitberh.

Além de Felipe Santa Rosa, a diretora de Ensino, Pesquisa e Inovação, Cristiane Carvalho Santos Melo, também esteve em Dourados, participando da reunião realizada na Escola Estadual Indigena Guateka Marçal de Souza com gestores do HU, profissionais de saúde da Sesai (a Secretaria Especial de Saúde Indígena) que atendem a comunidade e das lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó.

As duas aldeias englobam a maior reserva indígena de Mato Grosso do Sul, localizada em Dourados, onde vivem 13.473 indígenas, conforme o Censo do IBGE 2022. Participou também do encontro o coordenador especial de assuntos indígenas do Município, Rezembrink Martins de Lima.

“Esse momento marca uma aproximação ainda maior e reforça o compromisso da sede da Ebserh em oferecer apoio e entender melhor como atuar nesta região. Nós entendemos que a saúde indígena é prioridade, e isso dá suporte ao SUS, à vida e ao cidadão", afirmou o coordenador de Gestão da Pesquisa e Inovação da empresa nacional.

A diretora Cristiane Carvalho Santos Melo ressaltou a necessidade de articulação entre os diferentes entes do SUS, o Sistema Único de Saúde. "Nós, do HU-UFGD, podemos contribuir com residências, ensino e pesquisa, trazendo apoio para as equipes da atenção básica da comunidade. O apoio matricial é um dos pontos fortes dessa conversa, e também podemos contribuir com a experiência que toda a equipe do HU-UFGD tem na saúde pública", disse.

Conforme o psiquiatra e gerente de Ensino e Pesquisa do HU, Thiago Pauluzi Justino, a reunião proporcionou a realização de um levantamento para compreender as demandas de saúde, tanto preventivas quanto assistenciais. "Queremos trabalhar com matriciamento em saúde mental, psiquiatria, endocrinologia e cardiologia, para melhorar os atendimentos e reduzir a fila de espera dessas especialidades. Temos uma agenda para começar essa atividade nos próximos meses e vamos levantar mais especialistas que querem trabalhar também nesse projeto de tele-matriciamento, de matriciamento dentro do hospital universitário para trazer uma atenção especializada", afirmou.

Casa de reza

Na reserva, os representantes da Ebserh também visitaram da casa de reza indígena denominada Gwyra Nhe’engatu Amba, acompanhados pelo Ñaderu Getúlio Juca. A casa é uma referência social e cultural para os indígenas Guarani e Kaiowá na reserva de Dourados. 

Ao final da visita, as demandas apresentadas durante o encontro na reserva foram levadas também ao pró-reitor de Ensino de Graduação da UFGD, professor Etienne Biasotto, fortalecendo ainda mais a articulação e o compromisso das instituições com a saúde indígena.