Encenação e tela original de Leonardo da Vinci — Reprodução
O Bispo Diocesano de Dourados, Dom Henrique Aparecido de Lima, procurado pelo Douranews, preferiu não se manifestar sobre a reprodução do quadro “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci, interpretado por grupo travestido, durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Paris.
Dom Henrique é a voz oficial, em nome da diocese que abrange um total de 18 cidades, divididos em 5 foranias em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a assessoria, através da Secretaria Episcopal, o religioso achou por bem não se pronunciar sobre o ocorrido. A alegação dele é justificada pelo fato de que os bispos da França já se pronunciaram e os responsáveis pelas olimpíadas já pediram desculpas sobre o acontecimento.
Entenda
Em um comunicado de imprensa publicado no dia seguinte à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que teve lugar no Sena, na sexta-feira (26) passada, a Conferência dos Bispos de França saudou os “momentos maravilhosos de beleza, de alegria, ricos de emoções”, ao mesmo tempo em que dirigiram o seu pensamento “aos cristãos de todos os continentes que foram feridos pelo excesso e pela provocação de certas cenas”.
'Lamentamos muito'
A organização das Olimpíadas de Paris 2024 pediu desculpas pela cena apresentada durante a cerimônia de abertura do evento. O momento, associado a uma “paródia” do quadro “A Última Ceia”, de Leonardo Da Vinci, gerou revolta em diversos grupos cristãos e os levou a se manifestarem.
Durante o ato “Festivitè” (“festividade”, em tradução livre), drag queens e outros artistas encenaram sobre uma passarela, fazendo alusão à moda francesa. A composição da cena, contudo, apresentou semelhanças ao quadro do pintor italiano que representa a Santa Ceia realizada por Jesus junto aos seus apóstolos antes de ser preso e crucificado.
A porta-voz da organização dos Jogos, Anne Deschamps, alegou que “nunca houve intenção de mostrar desrespeito a qualquer grupo religioso” e que a cerimônia de abertura “tentou celebrar a tolerância comunitária”. Contudo, expressou que, “se as pessoas se ofenderam, lamentamos muito”.