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Padre Crispim fala sobre expectativa com novo papa

Religioso diz ao Douranews que desafio é diálogo com rede social

25 de abril 2025 - 10h11 Por Redação Douranews
Padre Crispim fala sobre expectativa com novo papa Padre Crispim conversou com o Douranews — Douranews

O papa Francisco, que morreu na madrugada de segunda-feira (21) e que será sepultado na manhã deste sábado (26), deixou um legado de tentar manter o Concílio Vaticano, no sentido de movimentar a Igreja Católica “dentro dos propósitos do que Jesus pregou, como anunciadora do Reino de Deus”.

A opinião é do padre Crispim Guimarães, que, após vários anos em Dourados, onde comandou o Santuário de Aparecida, no distrito de Vila São Pedro e a Catedral, está agora em Roma, como aluno da Pontíficia Universidade Lateranense do curso de Doutorado em Ciências do Matrimônio e da Família.

Crispim conversou com o Douranews na manhã desta sexta-feira (25), poucos minutos antes das 15 horas italiana, no momento em que era fechado o caixão do papa após o velório na praça de São Pedro para início dos preparativos ao sepultamento do corpo de Francisco na capela de Santa Maria Maior, como era o desejo do ex-pontífice.

Obviamente que a Igreja espera que aquele que venha possa corresponder às expectativas que a própria Igreja anseia, o papa Francisco contribuiu de forma bonita e decisiva para isso

Os cardeais, que integram o Conclave onde vai ser escolhido o novo papa, tem a sua própria lógica, diz o padre Crispim. “Eles conversam entre eles, nesse sentido se faz política, se pensarmos no sentido grego de que política significa o bem comum, é natural que os cardeais pensem no futuro da Igreja e da humanidade e procurem um cardeal que possa representar essa necessidade da Igreja no mundo atual", opina.

Desafios

Para o padre Crispim, que recepcionou esta semana, na casa onde mora em Roma, os sete cardeais brasileiros que compõem o colegiado mundial de onde sairá o futuro chefe do Vaticano, um novo desafio se impõe:

- Nesse mundo da indústria digital as coisas se transformam muito rápido, e o grande desafio será dialogar com essa antropologia das redes sociais, um território diferente, em que as pessoas entram e ali tem uma cultura, uma visão de pessoa e religiosa que cria uma linguagem de testemunhos e contratestemunhos.