Benedito, agora no STJ, não comenta ações no TSE — Douranews
Apontado como ‘algoz’ do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no período em que esteve como corregedor geral no TSE (o Tribunal Superior Eleitoral), o ministro agora no STJ (Superior Tribunal do Trabalho), Benedito Gonçalves, evitou comentar o episódio em que foi o relator da ação que tornou inelegível o ex-presidente da República até 2030.
Benedito participou, na noite desta sexta-feira (23), em Dourados, da Aula Magna do curso de Direito, na Unigran e optou por comentar, na conversa com o Douranews, apenas detalhes do Direito Público generalizado.
“Esses processos, pela legislação, a gente não pode comentar”, resumiu Benedito quando questionado sobre a atuação na ação que condenou o ex-presidente.
O ministro falou com o Douranews antes da palestra da Aula Magna organizada pela Unigran com a Unoesc catarinense e a participação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da OAB de Mato Grosso do Sul.
Confira flagrantes do evento na Unigran
Disse que julga “sem olhar a capa dos autos”, mas preferiu se concentrar no tema central da noite, o 'Sistema de Precedentes nas Cortes Públicas'.

“Quando falamos em precedentes, passamos a ideia de um sistema de legalidade no acesso à Justiça, na obediência à jurisprudência”, definiu o jurista diante de um auditório lotado de acadêmicos, profissionais e operadores do Direito.
Benedito Gonçalves esteve em Dourados acompanhado dos ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Guilherme Caputo Bastos, que já comandou a Vara do Trabalho em Dourados no princípio dos anos 90, e de Ives Gandra Filho, Douglas Rodrigues e Alexandre Ramos.
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, substituiu on-line o ministro Gilmar Mendes, que cancelou a participação presencial no painel na última hora.
