Marçal, sentado em sofá jogado na rua, com restos de lixo — Divulgação
O atendimento ao público, que elegeu como prioridade zero desde que se dispôs a, enfim, disputar a Prefeitura de Dourados, vem demonstrando, na prática, que o douradense Marçal Gonçalves Leite Filho, eleito um dos mais votados na história recente para comandar o Município, faz jus aos compromissos de campanha assumidos pelo candidato Marçal Filho.
E o que se vê agora, passados pouco mais de 6 meses e meio de mandato, é um gerente público realmente de olho nas pequenas tarefas que hão de consolidar o grande projeto capaz de recolocar Dourados no patamar das grandes cidades brasileiras, às vésperas de completar 90 anos de fundação.
Dourados avança, até aqui, nos detalhes. Quando ajuda um entregador de móveis a carregar as longarinas [conjunto de cadeiras conjugadas] que substituem moveis velhos no posto de saúde, ou quando acompanha a troca de um motor de compressão utilizado para fazer funcionar o tratamento odontológico, ou mesmo plantando uma árvore no meio da rua, o que se vê é o prefeito dos detalhes.
Poderá dizer o eleitor, desconfiado como sempre, dos efeitos práticos do próprio voto que depositou - outras vezes, até de forma irracional - na urna, que isso é pouco diante dos grandes problemas. Aqui entra uma palavrinha que o Douranews explorou, na série de entrevistas com os candidatos, de forma incisiva: o Município precisa de um 'zelador', aos moldes daqueles personagens que cuidavam da escola pública há uns tempos passados, o que olha para os detalhes. E busca o conserto.
Quando 'sapateia' sobre uma boca de dragão, anunciando que esse tipo de serviço agora está sendo feito com qualidade, não é pra 'se aparecer', como podem interpretar os algozes de plantão. Marçal está querendo dizer que é possível, sim, fazer do pouco o mais, como carregar um sofá velho deixado por desavisados no meio da rua, para o caminhão que limpa a cidade. Ou seja, demonstra de forma significativa que os equipamentos públicos podem ser melhorados, ajustados, aperfeiçoados... e, com isso, ganhar mais tempo de vida.
Mais tempo de vida significa menos gastos a curto prazo. Menos gastos, somados, podem se traduzir em economia reforçada para o enfrentamento de maiores demandas. Como asfaltar os trechos que ficaram interrompidos entre uma ligação pavimentada e outra, como uma rua que ficou de ser aberta e não foi... reativar o aeroporto... prospectar novas empresas... 'sonhar' com um hospital municipal... ou seja, é possível 'ir pagando promessas' [as de campanha, especificamente] com 'pouca vela', como se diz lá no interior.
Porque, efetivamente, a partir dessa ação de Zeladoria que o prefeito implanta, ressuscitando até a marca da cal nas guias e sarjetas, o douradense continua, ainda que com o 'desconfiômetro' ligado, acreditando que a teórica 'melhor cidade do Brasil para se viver' está saindo, definitivamente, do discurso para a prática. É possível, sim, respirar essa esperança.