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Morre em Dourados o dr JP Mansor

Biomédico foi pioneiro da Análises Clínicas

17 de dezembro 2025 - 13h46 Por Redação Douranews
Morre em Dourados o dr JP Mansor JP Mansor, com a esposa Sílvia, deixa um legado — Álbum pessoal

O sócio-fundador do Laboratório Dr. JP Mansor, o biomédico José Prado Mansor, morreu na manhã desta quarta-feira (17), depois de longa jornada à frente do segmento de análises clínicas em Dourados e região. No ano passado, ele passou a gestão e todo o know how técnico adquirido ao longo de quase 50 anos de atividades ao Grupo Sabin, continuando como Responsável Técnico. O Laboratório Dr. JP Mansor tinha unidades em Dourados, Maracaju e Itaporã.

“Buscamos o Sabin como parceiro estratégico, uma empresa de medicina diagnóstica de referência no Brasil que compartilha os mesmos valores que os nossos, tem o compromisso com a qualidade nos serviços e traz a inovação no seu DNA”, justificou na ocasião José Prado Mansor às tratativas com Lídia Abdalla, presidente Executiva do Sabin. "A nova aquisição no estado de Mato Grosso do Sul estava nos planos da empresa, que já atua em 32 cidades e está presente em todas as regiões do país", justificou o grupo nacional.

O Centro de Análises Clínicas Dr. J.P. Mansor foi fundado oficialmente emmaio de 1981, mas já atendia desde 1978, sob a liderança de Mansor, mineiro de Juiz de Fora que estava perto de completar 80 anos de idade. Ele também foi presidente da Apae, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais em Dourados e colaborou com inúmeras entidades do Terceiro Setor em toda a região.

Também exerceu atividades profissionais nos hospitais Santa Rita, a Policlínica Santa Cruz, depois transformada me Hospital Cassems e no Hospital da Vida. Colaborou com entidades como o Lar Santa Rita, o Lar do Idoso, Ebenezer e outras instituições, além da Apae. 

Compromisso social

Em março de 2005, a pedido dos jornalistas Clóvis de Oliveira, do Douranews e Antônio Viegas, à época correspondente em Dourados do jornal Correio do Estado, Mansor realizou estudo com as águas que servem à comunidade indígena e concluiu que o consumo de água contaminada podia ser uma das causas principais da mortandade de índios nas aldeias Jaguapiru e Bororo,  em Dourados. 

Resultado desse trabalho chegou a ser publicado em documento produzido pelo CIMI (o Conselho Indígena Missionário), após exames laboratoriais que constataram alto índice de coliformes fecais e totais. O Centro de Análises Clínicas JP Mansor colheu amostras em vários pontos na aldeia, onde crianças e adultos utilizam daquela água para tomar banho, lavar roupas, tomar tereré e até mesmo para beber diariamente e na alimentação. Bioquímicos alertam, até os dias atuais, que a água contaminada agrava o problema da desnutrição.