Hospital Regional se prepara para atender 34 cidades — Douranews
Embora lembrado, diametralmente, sem a citação de nomes, o ex-governador André Puccinelli acabou sendo o último dos últimos entre os que deveriam merecer homenagens durante a ativação, agora anunciada como oficial, do HRD, o Hospital Regional de Dourados, obra destinada a fechar um novo ciclo na chamada 'nova arquitetura' da Saúde em Mato Grosso do Sul, na definição do governador Eduardo Riedel, presente na manhã deste sábado (20) de aniversário da cidade, no Município.
Iniciada no final de 2010, quando o então deputado federal George Takimoto, à época concluindo um mandato no congresso nacional depois de derrotado, tentou convencer Puccinelli, o governador, da importância dessa obra, o projeto ficou 'engavetado' no mandato do governador Zeca do PT [até ele citado pelo enviado do ministro Alexandre Padilha ao ato deste sábado] e só ganhou novo impulso a partir de 2018, com Reinaldo Azambuja.
O deputado federal 'da Saúde', epíteto adquirido por justiça, de ser um dos que mais trabalham em Brasília por essa área em Mato Grosso do Sul, o médico Geraldo Resende, em manhã inspirada, foi quem primeiro lembrou de Takimoto e disse que estava presente na conversa onde se cogitou a doação da área da Família Parizotto para o empreendimento.
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Geraldo narrou a trajetória de todas as verbas viabilizadas para materializar o sonho regional do hospital agora se predispondo a servir quase um milhão de habitantes do entorno composto por 34 municípios do Conesul sul-mato-grossense. Por justiça, também, foi de Marçal Filho, quando deputado federal de primeiro mandato, o primeiro aporte em forma de emenda: R$ 4,4 milhões da época.
Aliás, Takimoto e Parizotto permaneceram lado a lado na tenda reservada às autoridades convidadas, aonde também se misturaram muita gente do PT, os mais ilustres, Vander Loubet, Gleice Jane e Elias Ishy, junto a enviados do ministro Padilha. E o porta-voz dele deixou bem claro: a obra entregue tem dois terços de dinheiro federal!
Até bolo dos 90 anos de Dourados 'apareceu' no final do ato no HRD
Nem mesmo os baluartes do PMDB, o mais ilustre deles presente o deputado estadual Renato Câmara e o ex-prefeito Braz Melo, não fizeram questão de resgatar a participação de André Puccinelli no começo de tudo. De real, mesmo, é que se passaram quase 15 anos dessa epopéia, período em que a Cassems entregou um moderno hospital, de cinco andares e com 120 leitos e o Sicredi e parceiros estão quase finalizando o Hospital de Amor, pra dizer o mínimo em termos de contagem de tempo.
O Regional começa com previsão de 1.060 cirurgias por mês nas quatro salas específicas, "enquanto tem hospital aqui no Estado com 13 salas que só realizam 900 cirurgias por mês", compensou o governador Eduardo Riedel no discurso final do evento, para justificar a produtividade e eficiência que exigiu no contrato firmado com a empresa goiana Agir, a terceirizada que toca o Hospital Regional a partir de agora.
Pra marcar o desejo de que essa obra nova crie raízes, e possa germinar novos leitos, verbas e investimentos inclusive me UTIs para a região, o ato às margens da rodovia BR-463 terminou com o plantio de uma muda de árvore da espécie das Oliveiras, "símbolo da paz e da esperança" capaz de selar o fim das divisões, políticas principalmente, razão, talvez, para o tempo que durou uma obra tão emergencial como o 'novo' HRD.