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Economia

Antecipar restituição do IR deve ser última escolha

09 março 2011 - 14h45Por Redação Douranews, com Estadão

É tempo de declarar Imposto de Renda e sobram ofertas dos bancos para que os contribuintes antecipem sua restituição. A possibilidade de conseguir dinheiro rápido sem ter que esperar os lotes da Receita Federal pode ser atrativa inicialmente, mas, segundo especialistas, é preciso analisar com calma a situação e recorrer à alternativa somente em casos urgentes.

Empolgado com a vantagem aparente de obter recursos com garantia “certa” de pagamento, o contribuinte pode ter sua vida financeira comprometida. Para Jorge Lobão, consultor do Cenofisco, o essencial é que a declaração de IR seja feita corretamente para não haver surpresas futuras. “Antes de querer antecipar os recursos, o contribuinte deve estar seguro das as informações declaradas à Receita, além de guardar os comprovantes e não ter dúvidas do valor de sua restituição”, afirma o consultor. “Somente desta maneira poderá adquirir um crédito que não comprometa sua renda futura.”

O bom planejamento e o controle das contas declaradas à Receita também são fundamentais para não cair na malha fina. Caso isto ocorra e o adiantamento já tiver sido pedido, o contribuinte deverá se entender com o Fisco e pagar o empréstimo na data marcada, já que na maioria dos bancos o prazo é compatível com o término dos pagamentos feitos pela Receita. “Com tantas implicações, o ideal é usar a alternativa de adiantar a restituição somente em um caso extremo, como a quitação de uma dívida. Usar esse recurso para adquirir bens ou fazer despesas não é recomendável”, diz Wilson Pires, professor de administração da Faculdade Educacional Inaciana.

Outro aspecto desfavorável em optar pela antecipação com o crédito bancário são as taxas elevadas. Apesar dos juros em torno de 3,5 % ao mês – a princípio, mais vantajosas em relação a outras modalidades de crédito, como o empréstimo pessoal - as taxas para antecipar o IR ainda estão elevadas. “Como a devolução do Imposto de Renda é calculada com base na taxa Selic, que normalmente tem o valor mais baixo do que os cobrados pelos bancos, a antecipação não se torna interessante”, diz Lobão.

Além dos juros elevados, na antecipação oferecida pelos bancos, são cobrados a Taxa de Abertura de Crédito (TAC) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Não vale a pena porque com as taxas elevadas dos bancos o contribuinte acaba perdendo de 20% a 30% do valor de sua restituição”, diz Edino Garcia, consultor da declare certo IOB.

Apesar dos pontos negativos, a alternativa pode ser uma opção interessante para os contribuintes que estiverem endividados. Porém, mesmo eles devem comparar todas as possibilidades e identificar um banco ou uma modalidade de crédito que ofereça a menor taxa de juros. “Caso o contribuinte escolha antecipar sua restituição, deve ter consciência de que se trata de um empréstimo bancário. Ou seja, quanto mais rápido quitá-lo, melhor”, diz Pires.

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