Em busca do fortalecimento da cadeia produtiva de pescado em Mato Grosso do Sul, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) promoveu o debate sobre a necessidade de criação de cursos de graduação e pós-graduação na área, com alunos, professores, pesquisadores, piscicultores, instituições e representantes dos governos estadual e federal.
O Seminário “Demandas e Perspectivas da Formação Profissional para o Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca” foi realizado nos dias 18 e 19 de outubro, no Auditório da Unidade 2 da UFGD.
De acordo com o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, esse debate mostra que a universidade não está restrita ao limite de seus muros, paradigma que criticava a falta de diálogo com a sociedade. Em 2009, a organização da cadeia da piscicultura foi definida como prioridade na região pelo Programa Territórios da Cidadania e a UFGD à convite do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura) criou o “Plano estratégico de desenvolvimento da cadeia produtiva do pescado no Território da Grande Dourados – MS”.
“Nesse tempo dedicado a pesquisa sobre a cadeia, a administração elaborou um plano completo, envolvendo produção, transformação, comercialização, treinamento de produtores e formação de mão-de-obra qualificada. Tudo para atender a demanda por desenvolvimento para o MS”, afirmou o reitor.
Professores e alunos de várias Faculdades da UFGD estiveram envolvidos com a temática, desenvolvendo projetos e realizando eventos, até chegar a reflexão sobre a maior atuação da universidade para formação de profissionais, em sintonia com o Programa de Expansão 2011-2020 da UFGD.
O gargalo da piscicultura seria a formação, segundo o coordenador de pesquisa e novas tecnologias do MPA, Rodrigo Roubach, e por isso o evento seria oportuno, tanto pelo crescimento que passa o setor atualmente quanto pela união da rede com foco em objetivos comuns. “Os Ministérios de Pesca e Aquicultura (MPA), Ciências, Tecnologia e Inovação (MCTI) e de Educação (MEC) veem com bons olhos a união de esforços pela formação”, defende Rodrigo Robach.
O potencial social, econômico e ambiental da piscicultura foi ressaltado pelo secretário adjunto da Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo), Paulo Angel. “Social por manter o pequeno produtor no campo, especialmente na agricultura familiar, econômico pelo que gera na economia e ambiental porque pode ser sustentável, socialmente viável e pode colaborar para diminuir a pressão sobre as áreas pesqueiras do Estado”, disse.
A contribuição do Seminário para o setor foi destacada pelo coordenador da Câmara Setorial de Piscicultura, Clarindo Cleber Gimenes, como uma forma interessante de trazer a sociedade para discutir e debater com a universidade formas de formação de graduação e pós-graduação.
A proposta do Seminário, de acordo com a coordenadora do evento, professora Márcia Russo, foi de fortalecer o debate e de que as discussões auxiliassem a universidade a oferecer ensino de qualidade nessa área, colaborando para aumentar a produção de MS. Em nome da comissão organizadora agradeceu a todos os envolvidos na realização do Seminário.
A comissão organizadora é composta pelos professores doutores Márcia Regina Russo (coordenadora); Cristiano Márcio Alves de Souza; Fabiana Cavichiolo; Juliana Rosa Carrijo Mahuad e pela secretária do Núcleo de Inovação da UFGD, Alessandra Leite Oliveira.
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