O curso de Pedagogia da Unigran decidiu incluir na grade curricular a disciplina “Educação profissional, trabalho e ética”. A Educação Profissional começou a avançar no Brasil em 2007, com a criação do programa do governo federal, Brasil Profissionalizado. Essa modalidade de educação surgiu pela necessidade de suprir a carência de qualificação existente no mercado de trabalho.
Esse segmento pode estar incluído no Ensino Médio ou na EJA (Educação de Jovens e Adultos), integrado ao ensino, ou seja, cursado juntamente com o ensino normal, na própria escola. Concomitante, o aluno faz durante o ensino médio, mas em uma instituição distinta. E ainda subsequente, quando ele conclui a escola.
Para esclarecer as dúvidas mais frequentes dos acadêmicos, a coordenação do curso organizou uma palestra com a especialista em Educação Profissional, Shirley Flores Zarpelon. "Hoje a profissionalização é uma exigência do mercado, o Ensino Médio precisa ser qualificado para um ingresso imediato ao mercado de trabalho. A visão realmente é a qualificação”, explica a especialista. A palestrante diz ainda que com a inclusão da disciplina na estrutura curricular dos acadêmicos, o curso amplia o campo de trabalho para esses novos profissionais.
A professora da disciplina, Sonia Borges, conta que normalmente nesta modalidade, os pedagogos não são os professores, “eles atuam como coordenadores, elaborando proposta, atuam mais como organizadores desses ensinos. Os professores desses cursos são profissionais daquela área de trabalho, mas necessitam do apoio e da didática do educador, o pedagogo oferece todo o respaldo”.
A disciplina chama a atenção também para a ética, “a Educação Profissional forma pessoas que terão relações de trabalho com o público e há necessidade de uma ética de atuação. Ética nas relações, na responsabilidade com aquilo que assume, nos valores que vai ser cobrado, no cumprimento de um contrato, oferecer um serviço de qualidade, tudo isso faz parte de uma ética na relação de trabalho que a disciplina busca enfocar”, frisa a professora.
O ensino profissional foi a solução para preencher as vagas do mercado. “Sempre ouvimos que tem vaga, mas não há pessoas qualificadas. Então é com esse olhar que o governo está investindo, uma melhor qualificação em nível médio, para os jovens já saírem com uma profissão, ocupando um lugar no mercado”, conclui a palestrante.