Instituições de ensino superior particulares de pequeno e médio porte pedem mudanças nas avaliações do Ministério da Educação e uma maior participação no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Reunidos ontem (9) em Brasília, representantes dessas instituições apresentaram dados e discutiram problemas e avanços no setor.
Segundo dados divulgados pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), as instituições de ensino privado com até 2 mil alunos representam 59% do ensino superior no Brasil.
"São instituições diferentes das de grande porte. A maioria está localizada no interior, nos locais aonde as grandes não chegam. Elas estão inseridas no contexto local e apresentam muitas vantagens tanto para os estudantes quanto para os contextos em que estão inseridas", destaca comunicado da Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior).
Outra demanda das instituições é uma maior participação no Fies. A concessão do financiamento atrairia mais estudantes e tornaria as faculdades mais acessíveis. No entanto, para participar do programa, as instituições precisam de uma avaliação positiva, o que não ocorre com grande parte delas.
Outra situação enfrentada pelas pequenas instituições é a concorrência com as de grande porte. De acordo com os números divulgados pelo Semesp, em 2009, os estabelecimentos de pequeno porte somavam 1.363. Em 2011, o número caiu para 1.231.
"Temos que enfrentar o poder e a força política e econômica dos grandes grupos. A nossa faculdade já recebeu ofertas de compra mais de uma vez", disse a diretora acadêmica da Faculdade Nobre de Feira de Santana (BA), Célia Chistina Silva Carvalho. A faculdade é destinada principalmente a cursos na área da saúde. "Foi feito um levantamento e esses cursos foram identificados como as maiores demandas", observou. Com informações da Agência Brasil