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Deputados discutem fim da lista tríplice em universidades

Novo projeto prevê indicação direta do reitor mais votado

20 de outubro 2023 - 21h16 Por Redação Douranews
Deputados discutem fim da lista tríplice em universidades UFGD comemora proposta que acaba com lista tríplice — Divulgação

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, na manhã de quarta-feira (18), o relatório do deputado Patrus Ananias (PT-MG) pela aprovação do projeto de lei 2699/2011, que trata sobre a nomeação de dirigentes das universidades federais. Pelo texto, no lugar da lista tríplice, passarão a ser encaminhados ao Ministério da Educação apenas os nomes do reitor e do vice-reitor eleitos pela comunidade acadêmica. A decisão foi comemorada por reitores e reitoras que acompanhavam a votação na comissão, além dos parlamentares que apoiam a medida.

A presidente da Andifes (a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e reitora da UnB Universidade de Brasília), Márcia Abrahão Moura, classificou a aprovação como uma grande vitória das universidades federais. “Essa decisão faz com que as universidades tenham, de fato, a autonomia para escolher o reitor ou reitora. É uma grande vitória, especialmente por tudo que passamos nos últimos anos”, celebrou.

Em Dourados, por exemplo, a UFGD viveu longos anos de instabilidade depois que o reitor eleito Ethiene Biasotto não teve a escolha confirmada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Vários interinos chegaram a ser indicados até chegar ao atual reitor, professor Jones Dari Goettert, que participou, nesta semana, do Pleno nacional da Andifes em que o tema foi debatido.

A proposta recebeu o apoio da Andifes e já havia sido apresentada pela entidade ao ministro da Educação, Camilo Santana, ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, além de ter sido amplamente debatida com parlamentares e com entidades representativas da Educação.

O texto ainda será votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e, sendo aprovado, segue diretamente para o Senado Federal, sem a necessidade de passar pelo plenário da Câmara dos Deputados.