Zamlutti só observa desdobramentos de operação na FFMS — Reprodução
A Operação Cartão Vermelho, realizada pelo Gaeco na terça-feira (21) e que culminou com a prisão do presidente da FFMS (a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário de Oliveira, que cumpre o oitavo mandato à frente da entidade, entre os sete investigados, deverá provocar debandada geral na entidade.
O atual vice-presidente da Federação, Alfredo Zamlutti Junior, aguarda os desdobramentos, mas já teria dito a círculo de amigos próximos que não pretende assumir o comando da agenda esportiva no Estado em nova eleição que deve ser convocada para os próximos dias. Zamlutti é também o atual presidente da Faems (a Federação das Associações Comerciais no Estado).
A operação, desencadeada pelo Gaeco, o Grupo de Repressão ao Crime Organizado, cumpriu ainda 14 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Uma loja de materiais esportivos do presidente do DAC, o time de Dourados que ficou em segundo lugar na Série A deste ano, também foi visitada.
“Uma das formas de desvio era a realização de frequentes saques em espécie de contas bancárias da Federação de Futebol de Mato Grosso do Su, em valores não superiores a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), para não alertarem os órgãos de controle, que depois eram divididos entre os integrantes do esquema”, diz nota do MPE.
Os investigadores identificaram que os integrantes da organização criminosa realizaram mais de 1.200 saques, que ultrapassaram o montante de R$ 6 milhões. A organização criminosa também possuía um esquema de desvio de diárias dos hotéis pagos pelo Governo do Estado de MS em jogos do Campeonato Profissional de Futebol.