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Peterhansel é campeão do Rally Dakar pela 14ª vez; argentino ganha nas motos

15 janeiro 2021 - 18h00

O Rally Dakar, em sua segunda edição da história na Arábia Saudita, terminou nesta sexta-feira e coroou uma lenda. O francês Stéphane Peterhansel aumentou para 14 o número de títulos na competição. Ao lado do navegador Edouard Boulanger, o piloto da Mini assegurou a vitória com 13min51s de vantagem para o príncipe catariano Nasser Al-Attiyah. O espanhol Carlos Sainz, vencedor em 2020, ficou com o terceiro posto. Neste último dia de disputa, os competidores encararam uma especial de 200 km entre as cidades de Yanbu e Jeddah - a 12.ª etapa teve um trecho total de 447 km. Mas, apesar do trecho cronometrado reduzido, uma cadeia de dunas se encarregou de acrescentar dificuldade à prova. Sainz superou esses desafios e seguiu firme para completar em primeiro lugar a especial com o tempo de 2h17min33s, 2min13s à frente de Al-Attiyah. Peterhansel assegurou o terceiro posto para alcançar o 14.º título, 30 anos após a primeira vitória na maior e mais dura prova off-road do planeta. A dupla brasileira formada por Guilherme Spinelli e Youssef Haddad fechou a última especial com o 27.º posto e assegurou a 17.ª colocação na classificação geral. Nas motos, deu Argentina. Kevin Benavides garantiu a vitória da Honda pelo segundo ano consecutivo. Derrotado pelo americano Ricky Brabec na última especial da competição, o argentino aproveitou a vantagem construída nos últimos dias para assegurar o título com 4min56s de vantagem para o companheiro de equipe. Com 50 km para o fim do trecho cronometrado, Benavides abriu 30 segundos de vantagem para Brabec, mas o americano aproveitou o trecho final para ganhar terreno e vencer a especial com o tempo de 2h17min02s, 2min17s à frente do argentino. O austríaco Matthias Walkner assegurou o terceiro lugar. Com o resultado desta última etapa, Benavides acumulou 47h18min14s de prova na Arábia Saudita e venceu com 4min56s de vantagem para Brabec, formando a primeira dobradinha da Honda no Rally Dakar desde que o francês Cyril Neveu e o italiano Edi Orioli fizeram o mesmo na prova de 1987. O britânico Sam Sunderland garantiu o terceiro posto no rali, à frente do estreante australiano Daniel Sanders, que ficou apenas 38min52s atrás de Benavides. Nos UTVs, o Brasil terminou entre os 10 primeiros colocados. Nesta sexta-feira, Gustavo Gugelmin, que faz parceria com o americano Austin Jones, cruzaram a linha de chegada em nono lugar e ficaram com a segunda colocação na classificação geral. Já Reinaldo Varela e Maykel Justo terminaram a etapa na segunda posição e terminaram o rali no quinto posto. MORTE - O piloto francês Pierre Cherpin, que tinha sofrido um grave acidente durante a sétima etapa da categoria motos do Rally Dakar, no último domingo, faleceu nesta sexta-feira durante o seu deslocamento de Jeddah, na Arábia Saudita, para um hospital de Lille, na França, onde iria continuar a ser tratado. A notícia foi divulgada pela organização da prova através de um comunicado oficial. "Durante a sua transferência por avião médico de Jeddah para França, Pierre Cherpin morreu das lesões causadas pela sua queda na sétima etapa entre Ha'il e Sakaka no dia 10 de janeiro", informou os organizadores do rali, que foi encerrado nesta sexta-feira com a chegada dos competidores a Jeddah. De acordo com a família de Pierre Cherpin, o piloto sofreu uma febre aguda durante a viagem, "provavelmente de origem cerebral no avião que o deixou no (aeroporto de) Le Bourget". Esta foi a quarta participação de Pierre Cherpin, de 52 anos, no Rally Dakar, depois de competir em 2009, 2012 e 2015 integrando a categoria Original by Motul, para pilotos que corriam sem assistência. Esta foi a primeira morte na edição deste ano depois de em 2020, na estreia do rali na Arábia Saudita, terem perdido a vida o português Paulo Gonçalves e o holandês Edwin Straver. Pierre Cherpin foi o 27.º piloto a morrer durante um Rally Dakar. No último domingo, Pierre Cherpin tinha sofrido uma queda ao quilômetro 178 da sétima etapa e foi levado às pressas para o hospital de Sakaka. O piloto foi operado de um hematoma subdural, tendo sido diagnosticado também um pneumotórax e costelas partidas.

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