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Produto de higiene e beleza com nome em inglês perde mercado

01 março 2011 - 15h27Por Redação Douranews, com Folha

O crescimento do consumo de produtos de higiene e cuidado pessoal pelas classes mais baixas gera desafios para a indústria brasileira.

De acordo com Renato Meirelles, do Data Popular, as embalagens ainda contêm uma série de nomes em inglês ou outros idiomas, dificultando o entendimento do consumidor popular.

"Como 69% dos consumidores das classes C, D e E fazem propaganda boca a boca, se eles não sabem pronunciar o nome dos produtos, a força de marketing se perde", afirma Meirelles.

Muitas marcas ainda recorrem ao antigo clichê de que os nomes em outro idioma trazem sofisticação aos produtos, diz Ana Cristina Puttini, gerente de identidade verbal da consultoria de marcas Interbrand.

"Faz parte da estratégia de passar uma idéia sofisticada, mas acho que não é por aí. Não acredito que o consumidor deixaria de comprar um perfume, por exemplo, porque ele tem o nome em português", afirma.

Puttini diz também que muitas marcas comercializadas no país se espelham em empresas estrangeiras.

Para ela, porém, os termos em inglês ou outros idiomas podem deixar de ser problema no curto prazo.

"O público tem acesso a informações em computador os nomes das redes sociais, por exemplo, são em outras línguas. Tem gente que não sabe pronunciar hoje, mas rapidamente saberá."

A especialista em marcas cita a brasileira Natura como referência em termos de nomes. A fabricante de cosméticos vai à contramão do mercado e baseia sua estratégia em exaltar o Brasil.

A Jequiti, que tem produtos baratos que atraem a classe C, também tem nomes em português na maioria de seus produtos, como o protetor solar Fotosim e a linha de maquiagem Elas.

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