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Mais de 90% ainda não definiu segundo voto para o Senado

Pesquisa divulgada pelo Correio do Estado mostra só Reinaldo 'embicado'

28 de setembro 2026 - 08h53 Por Redação Douranews
Mais de 90% ainda não definiu segundo voto para o Senado Reinaldo mantém equilíbrio por vaga ao Senado — Divulgação

Faltando menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, 92,60% dos eleitores de Mato Grosso do Sul ainda não sabem apontar espontaneamente a quem pretendem dar o segundo voto ao Senado. O levantamento Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado mostra que a indefinição também é elevada em relação à primeira escolha, embora em proporção menor: 76,79% dos entrevistados não souberam dizer espontaneamente a quem pretendem dar o primeiro voto.

A diferença de quase 16 pontos porcentuais entre os dois índices evidencia que a segunda escolha está ainda menos consolidada. Enquanto pouco mais de 23% dos entrevistados citaram algum candidato, branco ou nulo para o primeiro voto, apenas cerca de 7% fizeram o mesmo quando questionados sobre a segunda opção.

No caso do segundo voto, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) foi citado por 2,81% dos entrevistados, enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) aparece com 1,53%, seguido pela senadora Soraya Thronicke (PSB), com 0,77%, e pelo advogado Roberto Oshiro (Novo) e pelo deputado federal Vander Loubet (PT) com 0,13% cada.

Já no caso do primeiro voto, Capitão Contar aparece com 7,53%, seguido por Reinaldo Azambuja, com 6,76%, enquanto Soraya Thronicke e Vander Loubet registram 3,06% cada e Luiz Lemes (DC) e Roberto Oshiro foram mencionados por 0,26% cada.  Além disso, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), que vai concorrer por São Paulo, e Valter da Comagran (PRD) receberam 0,13% das citações cada.

Para o cientista político Daniel Miranda, ouvido pelo Correio do Estado, o elevado porcentual de eleitores que ainda não aponta candidatos ao Senado é compatível com uma característica das eleições para cargos legislativos: boa parte das escolhas ocorre nos últimos dias da campanha.

"Nas eleições para os legislativos, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, a maioria dos eleitores define seus candidatos na reta final da campanha", afirmou.

Segundo Miranda, as disputas para cargos do Executivo costumam concentrar maior atenção do eleitorado por causa do peso político, da exposição durante a campanha e da maior presença cotidiana de governadores e do presidente da República no noticiário.

"Em geral, as disputas para o Executivo atraem mais atenção, devido ao peso político de tais cargos, ao maior tempo de horário eleitoral destinado a eles e à maior visibilidade, cotidiana e nos noticiários, que governadores e presidente da República têm", explicou.

Tempo de mudar

O cientista político Tércio Albuquerque também chama a atenção para o tamanho do grupo que ainda não definiu espontaneamente o segundo voto e, para ele, o porcentual recomenda cautela em interpretações de que a distribuição das duas cadeiras já estaria definida antes da votação.

"Essa indefinição dos eleitores de Mato Grosso do Sul quanto a quem seria o seu candidato a senador coloca um pouco de água fria nessa fervura que criava uma situação em que somente o PL teria essa possibilidade de eleger os dois senadores", analisou.

Na avaliação dele, os últimos dias de campanha ganham ainda mais importância diante da quantidade de eleitores que não aponta espontaneamente uma segunda opção. .

Na pesquisa estimulada, Reinaldo Azambuja (PL) aparece com 23,98%, seguido por Capitão Contar (PL), com 20,34%. Vander Loubet (PT) registra 8,99% e Soraya Thronicke (PSB), 8,61%.