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Hospital Binacional é principal proposta de Carlos Bernardo

Projeto prevê cooperação entre Brasil e Paraguai para ampliar a estrutura de saúde na região

01 de outubro 2026 - 11h16 Por Assessoria
Hospital Binacional é principal proposta de Carlos Bernardo Perspectiva do futuro Hospital Binacional da fronteira — Reprodução

A criação de um Hospital Binacional de Fronteira é uma das propostas apresentadas pelo candidato a deputado federal pelo União Brasil Carlos Bernardo para ampliar a estrutura de atendimento de alta complexidade na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

A proposta prevê uma unidade destinada ao atendimento da população fronteiriça, com modelo de cooperação entre Brasil e Paraguai. Entre as possibilidades apresentadas está a participação da Itaipu Binacional na estruturação do projeto.

Segundo Bernardo, a proposta considera a dinâmica das cidades localizadas na faixa de fronteira, onde brasileiros e paraguaios circulam diariamente e compartilham demandas relacionadas a serviços públicos, comércio, trabalho e saúde.

“A fronteira possui uma dinâmica própria e precisamos discutir soluções que considerem essa realidade. A proposta do Hospital Binacional é criar uma estrutura de alta complexidade capaz de ampliar a capacidade regional de atendimento e reduzir a necessidade de deslocamentos para outros centros”, afirma.

A proposta foi apresentada a representantes dos governos brasileiro e paraguaio, à Itaipu Binacional e à Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O projeto ainda depende de estudos técnicos, definição de responsabilidades entre os entes envolvidos, fontes de financiamento e demais procedimentos administrativos necessários para eventual implantação.

Experiência profissional na área 

A atuação profissional de Carlos Bernardo também inclui a gestão da Universidade Interamericana, instituição de ensino superior sediada no Paraguai, onde exerce a função de CEO. A universidade mantém seis clínicas-escola destinadas à formação prática de estudantes da área da saúde e ao atendimento da comunidade. Segundo dados institucionais, essas unidades realizam aproximadamente 40 mil atendimentos por ano.

Os serviços integram as atividades acadêmicas da instituição e permitem que estudantes desenvolvam atividades práticas supervisionadas por profissionais. “A experiência de acompanhar a formação de profissionais da saúde e a rotina das clínicas-escola permite conhecer de perto algumas das demandas existentes na região de fronteira. Essa vivência também contribuiu para a construção das propostas que estamos apresentando para o setor”, afirma Bernardo.

As clínicas-escola são atividades permanentes da Universidade Interamericana e funcionam independentemente do processo eleitoral.

Hospital Escola

Paralelamente, a Universidade Interamericana desenvolve um projeto institucional para implantação de um Hospital Escola. A iniciativa integra o planejamento acadêmico da universidade e tem como objetivo ampliar os espaços destinados à formação prática dos estudantes e às atividades assistenciais vinculadas ao ensino.

Bernardo ressalta que o Hospital Escola e a proposta de Hospital Binacional possuem naturezas distintas. “O Hospital Escola é um projeto acadêmico da universidade, voltado à formação profissional e às atividades de ensino e assistência. O Hospital Binacional é uma proposta de política pública que depende da participação e da decisão dos governos dos dois países. São iniciativas diferentes, embora ambas estejam relacionadas ao fortalecimento da estrutura de saúde da região”, explica.

Atendimento regional

Na avaliação do candidato, ampliar a oferta de atendimento especializado na região de fronteira pode contribuir para reduzir deslocamentos de pacientes para cidades que atualmente concentram serviços de maior complexidade.

“O objetivo é discutir uma estrutura regional capaz de ampliar o acesso a serviços especializados. Qualquer projeto dessa dimensão exige planejamento, estudos técnicos, cooperação entre os governos e definição de fontes de financiamento. É uma proposta que precisa ser construída institucionalmente”, conclui Carlos Bernardo.