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Política

Ajuste deve 'servir de exemplo' para países de língua portuguesa, diz Temer

01 novembro 2016 - 16h24

O presidente Michel Temer aproveitou rápido discurso desta terça-feira (1º) para promover a PEC que estabelece um teto para os gastos públicos, prioridade de seu governo, mas que ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Segundo o presidente, o ajuste fiscal do Brasil deve "servir de exemplo" para os demais países de língua portuguesa.

Temer falou por menos de três minutos após o encerramento da XI Conferência da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e afirmou que "cada país deve dimensionar suas despesas de acordo com a sua receita".

"Cada país deve, no âmbito de suas atividades, dimensionar suas despesas de acordo com sua receita, como fazemos aqui. E, para países que passam também por situações de gasto acima daquilo que se arrecada, o exemplo brasileiro, de alguma maneira, poderá servir para as comunidades de países de língua portuguesa", disse.

Entre as nações que participaram da cúpula entre segunda (31) e esta terça, em Brasília, estão algumas com o PIB (Produto Interno Bruto) bem menor que o brasileiro e problemas econômicos e sociais bastante sérios, como Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além de Moçambique, Angola e Portugal.

A frase de Temer foi dita quando o presidente relatava alguns dos 16 pretensiosos objetivos da cúpula. O ajuste fiscal, porém, não consta entre eles.

As nações se comprometeram, entre outras medidas, a acabar com a pobreza "em todas as suas formas, em todos os lugares", acabar com a fome, assegurar educação inclusiva e qualitativa de qualidade, alcançar a igualdade de gênero, promover a economia sustentável e reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

A PEC do teto de gastos já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e, agora, segue para o Senado para votação em dois turnos. O governo espera aprovar a medida ainda neste ano.

Temer, que foi nomeado presidente da CPLP pelos próximos dois anos, ressaltou que a cúpula não vai "ficar apenas nas palavras mas vamos para a execução". O próximo encontro está marcado para 2018, em Cabo Verde.

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