Representantes do Ministério da Educação (MEC), Celso Fernando Ribeiro Araujo e Tanira Todelly, estiveram em visita técnica no HU/UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) nos dias 8 e 9 de novembro, para a implantação da AGHU (Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários). Esse é o novo sistema de informatização dos HUs que integra o modelo de gestão hospitalar do MEC e tem como base o sistema criado no Hospital das Clínicas de Porto Alegre.
Segundo Celso Fernando Ribeiro Araújo, coordenador geral dos Hospitais Universitários Federais, isso faz parte da reestruturação física, tecnológica e de gestão dos HUs, por meio do REHUF (Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais). “Nesse momento trazemos um ferramenta de gestão totalmente diferente das existentes no mercado, que são centradas no lucro/faturamento, por ser focalizada no paciente e no trabalho gerado a partir da necessidade dele”, afirmou.
Para o diretor da HU/UFGD, Wedson Desidério Fernandes, a implantação desse sistema é um avanço que trará resultados positivos na gestão da instituição e no acompanhamento do usuário. Representa mais um passo na incorporação do hospital pela UFGD e será de fácil adaptação já que não existia um sistema anterior, o próprio corpo de servidores é recém-ingresso no cargo e grande parte, por conta da idade, é familiarizada com as novas tecnologias.
Tanira Todelly, vice-presidente administrativa do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, apresentou os dois primeiros módulos do sistema (cadastro e internação) e explicou os procedimentos para utilização.
Ela comentou que como o sistema foi criado pelas pessoas que cuidam dos pacientes, e não por alguém somente implantado no hospital para criar a ferramenta, os procedimentos não representam um “trabalho a mais”, simplesmente constituem um processo de trabalho baseado no andamento da assistência ao paciente.
O sistema organiza as informações de modo a desburocratizar a estrutura, reduzindo as comunicações por meio de documentos de papel, por exemplo, e principalmente, fornecendo dados reais daquele determinado momento e colaborando assim para a tomada de decisões. Entre as facilidades está o fechamento do faturamento, que com todas as informações já inseridas, é concluído praticamente de forma automática.
Por meio do sistema, todas as áreas do hospital têm ressaltadas a sua interdependência, pois todos os profissionais, dos vários setores, estão trabalhando para uma única pessoa, o paciente, e por isso precisam atualizar as informações sobre ele em cada etapa do tratamento, desde a entrada no hospital, os exames realizados, a internação, onde está, se enfermaria ou UTI por exemplo, quando teve alta, para que o leito seja limpo e liberado, entre outras ações, como se fosse um censo informatizado.
Os módulos oito que são a “espinha dorsal” do sistema abrangem a identificação do paciente, internação, prescrição, exames, suprimentos, estoque, farmácia e faturamento. No Hospital das Clínicas de Porto Alegre, o sistema possui 40 módulos e teve seu início em 1985.