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Artigo: "...É agora ou nunca senhores..."

29 de novembro 2010 - 18h55 Por Waldemar Gonçalves - Russo
Artigo: "...É agora ou nunca senhores..."

“...É agora ou nunca senhores...”

Por: Waldemar Gonçalves - Russo

Tenho acompanhando a ação mesma que tardia que está sendo desenvolvida no combate aos narcotraficantes nas comunidades da Vila Cruzeiro, e principalmente no morro do “Alemão” no Rio de Janeiro, tida e conhecida como “Cidade Maravilhosa” e pude perceber que embora mesmo que ela seja paliativa, o governador Sérgio Cabral Filho, que é do PMDB, está sendo o grande beneficiado politicamente nesta história.

Entendo que o governador carioca ao solicitar o apoio das Forças Armadas, -Exército, Marinha e Aeronáutica-, ao Governo Federal para ajudar o temido BOPE (Batalhão de Operações Especiais) para limpar as duas comunidades -e não favelas como se dizia antigamente-, ele demonstrou humildade, e admitiu publicamente principalmente, que os organismos de segurança pública que possui em mãos, principalmente a Polícia Militar e a Civil não teriam forças, pois historicamente segundo constam, existem muitos policiais destas duas instituições, que estariam ou são acusados de serem corruptos e envolvidos no sistema para bater de frente no combate ao crime organizado, que há mais de três décadas dominam as áreas, e ele está de parabéns nesta sua decisão.

Por outro lado, como repórter policial há anos atuando em Dourados, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul e rota inevitável dos traficantes e contrabandistas, e por meses ainda desempregado, e que está aqui bem longe daquele combate aos criminosos cariocas, confesso que gostaria de estar lá trabalhando para algum órgão de comunicação, acredito que essa é a hora, é o momento oportuno dos governadores do Acre, Binho Marques, do PT; de Rondônia João Cahulla, PPS;de Roraima José de Anchieta Júnior, do  PSDB; de São Paulo, Alberto Goldman PSDB; da Amazonas, Omar Aziz, do PMN; de  Mato Grosso, Silval Barbosa, PMDB, e principalmente do Mato Grosso do Sul, o reeleito André Puccinelli, do PMDB e do Paraná, Orlando Pessuti, também do PMDB, por serem estes dois últimos Estados fronteiras com os territórios paraguaio, colombiano e boliviano, criarem vergonha na cara e serem humildes iguais a Sérgio Cabral Filho, e também reivindicar o mesmo apoio que ele obteve para esta ação coletiva que envolveu as Forças Armadas, o BOPE, a Polícia Federal, e as bandas boas da PM e da Civil que restabelecerem a ordem pública nas duas grandes comunidades da “Cidade Maravilhosa” assim como em outras como a Rocinha, a Mangueira, Vidigal entre outras, que com certeza também serão contempladas, é só esperar pra ver.

Valendo ressaltar que embora às ações integradas das forças militares no Rio de Janeiro tenha surtido grandes resultados, isso se deve também, a maciça participação das duas comunidades, que fizeram e estão fazendo denuncias sobre as ações dos marginais nas comunidades, pois eles entenderam que este seria o momento único de conseguirem a liberdade, que tanto almejaram para seus familiares.

Baseado neste ponto de vista acredito que os senhores governantes acima citados, principalmente os de Mato Grosso, Acre, Rondônia, Mato Grosso, e em especial André Puccinelli, de Mato Grosso do Sul e do Paraná, Orlando Pessuti, ambos do PMDB, por saberem que seus Estados fazem fronteira com o Paraguai, Bolívia, dois países que municiam os grandes centros do território brasileiro, em especial São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória (ES), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) entre outras capitais, com armas e munições traçantes de grossos calibres, e principalmente maconha, cocaína e as malditas pedras de crack, deveriam sim assim como o governador carioca, ter humildade e pedir sim ajuda das tropas federais, das Forças Armadas e com suas policiais digamos assim de elite, combaterem os narcotraficantes que teimam em usar cidades como Ponta Porã, Aral Moreira, Amambaí, Paranhos, Amambai, Foz do Iguaçu entre outras, como bases de suas insânias operações comerciais que somente visam o enriquecimento deles, à custa das desgraças das pessoas, em especial as nossas crianças e principalmente a nossa juventude.

Se todos estes governantes aproveitassem este momento bom que está vivendo o Rio de Janeiro graças a esta força tarefa em seus Estados, e solicitassem o apoio que humildemente Sérgio Cabral pediu, com certeza os narcotraficantes seriam sim combatidos, mais para isso os governantes teriam de mostrar a mesma força que o governador carioca teve ao autorizar as invasões aos morros com um único objetivo, que é restabelecer a ordem e devolver a paz para as pessoas de bem que convivem naquelas comunidades.

Além de fechar as fronteiras, não só os governantes, mais também o presidente Luis Inácio Lula da Silva, ainda no poder e porque não à futura presidente Dilma Roussef também teriam de ter vergonha na cara e peito, muito peito e coragem, para cobrar dos presidentes do Paraguai, Colômbia, Venezuela e da Bolívia, que também entrem nesta árdua guerra contra o tráfico internacional de drogas e contrabando de armas e munições de grossos calibres, pois entendo que se elas chegam às favelas paulistas e aos morros cariocas, é porque saíram destes países, porém passaram pelos Estados acima citados, disso não tenha duvida, principalmente pelo Mato Grosso do Sul e pelo Paraná, esta é a realidade.

Acredito que a medida tomada no Rio de Janeiro que transformou a “Cidade Maravilhosa” numa verdadeira praça de guerra civil nos últimos dias, teria muito mais eficácia, se elas fossem tomadas também nas regiões de fronteiras com os países acima citados, que são os grandes produtores de drogas e de vendas de armamentos e munições de alto poder de fogo, como granadas, fuzis, pistolas, e até mesmo bombas anti-tanques entre outras, mais para isso, os governadores destes Estados acima citados, deveriam ter a mesma humildade, a mesma vergonha na cara, que teve Sérgio Cabral e requisitar esta força tarefa que fez os então intocáveis bandidos, a bater em retirada dos redutos que eles dominavam há mais de três décadas.

Finalizando, entendo que é agora ou nunca senhores governadores de agirem como o carioca Sérgio Cabral agiu, pois  para um simples exemplos, se houver uma ação parecida com a realizada no Rio de Janeiro em cidades como Dourados, em Caarapó, Ponta Porã entre outras da região Sul de Mato Grosso do Sul que fazem fronteira com o território paraguaio, e em Corumbá, lá na divisa com a Bolívia, com certeza muitas pessoas que aparentam ser gente boa irão para trás das grades ou fugiriam do Estado, pois é público e notório e só não vê quem não quer que nestas cidades, além delas servirem de corredor de contrabandistas de armas e munições e de outros produtos ilícitos e drogas, em especial a maconha, a cocaína e o crack para os grandes centros do país e até mesmo para a Europa entre outros países, elas são sim, usadas principalmente pelos chefões do tráfico de entorpecentes, sem contar que os pontos de vendas e de usuários de drogas crescem diariamente nelas e pouca coisa ou nada estão fazendo para detê-los, essa é a nossa triste realidade. Depois desta, parei e fui, mais volto, fui...

*** Waldemar Gonçalves, o Russo é jornalista e membro do Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados