Estes sinais claros, na região, podem ser percebidos depois da extinção do campo de futebol de campo Antônio de Souza, transformado em loteamento popular e principalmente na estrutura de um dos melhores campos de malhas do país, segundo especialistas desta prática de esporte.
O fato foi constatado na manhã desta quarta-feira pela reportagem, com o estado de abandono e destruição da quadra de malha que até então existia na região da Vila Rosa.
Inaugurada com pompas na administração Humberto Teixeira, quando na oportunidade diversas duplas vieram inclusive de outros Estados e da Capital para inaugurá-la, a pista hoje se encontra totalmente tomada pelo matagal e sua estrutura de proteção contra o sol e chuva destruída pelo tempo, enquanto anexo a ela está sendo erguida uma residência.

Indignação
Vale ressaltar que, quando de sua inauguração, o então prefeito Humberto Teixeira também fez a entrega da estrutura do campo gramado de futebol Antônio de Souza, um local para a prática do esporte dotado de vestiários com chuveiros, banheiros e água potável para os jogadores, bem como uma quadra de areia para prática de voleibol e futevôlei. Porém todos estes investimentos, passados pouco mais de 10 anos, foram destruídos, sobrando pouca coisa da então moderna quadra de jogo de malha.
Com esta constatação, resta agora ao MPE (Ministério Público Estadual) tomar conhecimento deste desperdício do dinheiro público e apurar sobre o que realmente aconteceu para que, tanto o campo de futebol, como a cancha de malha que atendiam aquela região da cidade fossem destruídos e por conseguinte transformados em uma área para edificação de residências ou estabelecimentos comerciais.

“Todos os feriados, sábados à tarde e nos dias inteiros de domingo, estes dois locais eram muito freqüentados. Porém, uma imobiliária veio e tomou conta de tudo. Sobrou só isso da cancha de malha, pois o campo de futebol já foi totalmente loteado e, muitas casas já estão erguidas sobre ele”, disse um dos moradores da região que pedindo para não ser identificado, ao demonstrar sua indignação com o que aconteceu às áreas criadas para a prática de esportes.
Informações dão conta de que, o então prefeito Humberto Teixeira, na época filiado ao PRN, havia feito um contrato de comodato de 20 anos para aquela área. Esta informação não pode ser confirmada pela reportagem, todavia, sabe-se que foram gastos mais de R$ 100 mil, na época, para a criação da área de lazer para aquela região da cidade, principalmente para os adeptos do jogo de malha, que atualmente usam apenas uma cancha existente na praça Paraguaia, no Jardim Independencia para poder praticar este tipo de esporte.