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Em todo estado Ibama aplica R$ 51 milhões em multas

21 de dezembro 2010 - 19h30 Por Redação Douranews/com tv morena
Em todo estado Ibama aplica R$ 51 milhões em multas

Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso do Sul aplicou em 2010, 283 multas por crimes ambientais no Estado, que chegam ao valor de R$ 51 milhões.

Desse total, 41%, o que representa 118 autos de infração, com o valor de R$ 32 milhões, foram expedidos em razão da produção ilegal de carvão e  desmatamentos nos biomas do Pantanal e do Cerrado.

Segundo a Superintendência Regional do Ibama no Estado, o uso da tecnologia do geoprocessamento tornou mais eficaz o combate aos desmatamentos e a derrubada de mata para a produção de carvão no Estado.

O órgão cita como exemplo bem sucedido do uso dessa ferramenta a chamada Operação Guaicurus, em que através da comparação de imagens de satélite de 2008 e 2010, foram descobertos em dois meses, 15 mil hectares de áreas desmatadas, o que resultou na aplicação de multas aos responsáveis no valor de R$ 30 milhões.

Outras infrações

Os outros R$ 19 milhões em multas aplicadas pelo Ibama no Estado, ocorreram em crimes ambientais contra a fauna, como o tráfico de animais silvestres, descoberta de criatórios ilegais e biopirataria.

De acordo com o Ibama, embora  Campo Grande lidere os municípios com mais infratores ambientais: 38 casos, Corumbá é o município que mais desperta a atenção do Ibama no Estado por concentrar os maiores  desmatamentos e sediar o complexo minero-siderúrgico do Estado.

Pantanal

Na avaliação do superintendente do Ibama em Mato Grosso do Sul, David Lourenço, o crescimento econômico do estado está reforçando as pressões sobre o Pantanal. “O aquecimento do agronegócio e da economia como um todo  está embutindo riscos de maiores pressão por novas áreas para o cultivo, sem afastar os riscos do aumento da produção minero-siderúrgica dentro do bioma; com isso o bioma pantanal e as margens da Bacia do Alto Paraguai estão mais vulneráveis”, avalia.

Lourenço diz que em 2011, o Ibama pretende realizar mais de 50 ações nas áreas mais vulneráveis. “O objetivo é intensificar o uso da tecnologia para garantir a preservação dos nossos biomas”, conclui.