Depois do alerta dado pelo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que os Jogos Olímpicos de 2016 não deixarão "elefantes brancos" na cidade.
Segundo Paes, o projeto para a Olimpíada carioca prevê o aproveitamento de estádios já existentes (o Maracanã, por exemplo, está em reforma) e pouca construção de instalações novas.
"A gente defende que tenha equipamento temporário, como tem no caso do Parque Olímpico [a ser erguido na Barra da Tijuca]. O Rio de Janeiro não vai construir muitos equipamentos novos. Basicamente, os estádios definitivos são os já existentes, Maracanã, Engenhão e Maracanãzinho", disse o prefeito.
Na quarta-feira, Rogge havia quebrado o protocolo ao discursar em evento no Rio e pedir que haja atenção com o legado que os Jogos vão deixar para a cidade.
Ele manifestou preocupação com o fato de Pequim e Atenas, sedes das Olimpíadas de 2008 e 2004, respectivamente, terem deixado grandes construções que estão sem uso.
Ontem, Rogge observou o início das obras do metrô que ligará a Gávea, na zona sul, à Barra da Tijuca, na parte oeste da cidade. O governo do Rio garante que entregará a obra até o final de 2015.
O representante do COI sobrevoou também a preparação do corredor expresso de 56 quilômetros que ligará a Barra a Campo Grande.
A agenda de Rogge terminou no morro Pavão-Pavãozinho, onde ele conheceu o projeto da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que foi implementado na favela.
O presidente do COI não deu nenhuma declaração.
Paes afirmou que o belga, que tem fama de sisudo, está "super animado" com o que tem visto na sede dos primeiros Jogos na América do Sul.
O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, declarou que Rogge demonstrou bastante interesse pelo projeto da UPP e fez questionamentos sobre a segurança na cidade.
"Fizeram muitas perguntas, e mostramos que a segurança está bem. Vamos continuar cumprindo nossa meta e vamos entregar a cidade segura", observou.