A alta das importações, impulsionadas pelo mercado interno aquecido e o câmbio valorizado, atrapalha a indústria brasileira, mas não é o principal fator que explica a estagnação do setor.
“As importações atrapalham, mas não são o principal fator (que explica a estagnação do setor). A indústria já opera no limite da capacidade produtiva e, apesar do aumento dos investimentos, a maturação desses projetos ainda não compensou. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) continua bastante elevado. Além disso, há um processo de ajuste nos estoques em alguns setores”.
O setor de bens de capital, que serve de termômetro dos investimentos, teve um bom resultado em novembro. “Para 2011, as perspectivas são positivas. A indústria deve crescer 5,3% enquanto o PIB deve subir 4,4%.”