O evento será às 17 horas, na Esplanada dos Ministérios. “A importância do evento é a participação dos gestores estaduais e dos coordenadores regionais no evento, onde também acontecerá o lançamento da campanha do Ano Internacional dos Afrosdescendentes, que foi decretado pela ONU”, informou Raimunda, lembrando que no Brasil, o problema racial ainda existe.
Selo Educação
De acordo com os organizadores, o lançamento Selo Educação para a Igualdade, trata-se de iniciativas exitosas na implementação das diretrizes curriculares nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais e para o ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana, realizadas por unidades escolares e secretarias de educação municipais e estaduais, em atendimento ao disposto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que foi modificada pela Lei número 10.639/2003, e no Estatuto da Igualdade Racial.
A Coordenadora da Cppir/MS faz um alerta sobre a implementação das diretrizes curriculares nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais e para o ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana. Segundo ela, muitos estados brasileiros estão realizando trabalhos “belíssimos” sobre a lei 10.639/2003, para poder crescer. “Mas existem outros estados que têm medo de aplicar algumas das ações de política afirmativas. Quando a gente vai, nas escolas, vê que a realidade é outra”. Disse Brito, lembrando que a lei foi criada em 2003, “e até hoje tem diretor que recebe o material e deixa do lado”. Brito diz que é dever de todos, também ajudar a Secretaria de Educação a fiscalizar as escolas sobre o assunto.
Segundo doutora Raimunda Brito, o aluno precisa ter conhecimentos sobre a História e Cultura Afrobrasileira e Africana, para saber de fato o que é o continente africano e porque que aconteceram as invasões. “São assuntos que tem que ser discutido, até para que o negro possa ser respeitado”.
Homenagem
Ainda, durante a solenidade, a Seppir também prestará homenagem à professora doutora, Petroninha Beatriz Gonçalves e Silva, primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação, do Ministério da Educação (CNE/MEC), pelos relevantes serviços prestados ao país. “Ela tem uma longa trajetória de luta. Quando se fala em ações afirmativas ela já fazia uma luta em favor do negro. Criou núcleos estudantis e tem muitas publicações. É realmente um ícone hoje no Brasil”, disse Brito.