“Esse ano, em função das chuvas torrenciais que não param de cair desde fevereiro, tivemos um quadro absolutamente diferenciado no Pantanal, com sérios transtornos para os produtores do Paiaguás, do Jacadigo, da Nhecolândia e do Abobral, surpreendidos com uma enchente fora de época. A nossa grande preocupação é se essa água toda vazará rapidamente, porque, se isso não acontecer, efetivamente, a cheia natural que todo ano se espalha pelas planícies pantaneiras vai se somar a água da chuva e aí teremos problemas maiores que os vivenciados agora”, alertou o senador.
O senador anunciou ter recebido um relatório da Embrapa sobre a situação da pecuária no Pantanal, em função do excesso de chuva. As avaliações iniciais apontam prejuízos de R$ 14 milhões com a diminuição do número de matrizes, R$ 140 milhões com a redução do peso do rebanho e R$ 25 milhões com a queda da taxa de natalidade do rebanho. Delcídio não tem dúvida que os números finais serão ainda maiores.
“No último final de semana tive oportunidade de presenciar em Corumbá cenas que há muito tempo não víamos no Pantanal. Boiadas inteiras , que já tinham se movimentado , sendo conduzidas novamente em comitivas para outras áreas, em busca de locais mais altos e seguros, onde pudessem se proteger da enchente.O gado magro, com fome, cansado e o pantaneiro, que é um forte, tentando salvar o rebanho. Os prejuízos sofridos até agora são irreversíveis mas o que virá, a médio e longo prazo, em função da queda da natalidade dos bezerros, será ainda maior.É uma situação dramática que requer a atenção de todos “, ressaltou.
Apoio
“Ao longo das duas últimas semanas, vimos claramente a disposição da superintendência do Banco do Brasil em se antecipar, socorrendo os produtores de grãos que perderam boa parte da safra de soja em função das chuvas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Não tenho dúvida de que o mesmo raciocínio valerá para os pecuaristas da região pantaneira”, afirmou.