Lançado nesta segunda-feira (4) para possibilitar um mapeamento na internet das condições dos presídios no país, o site Geopresídios, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), apresenta falhas técnicas.
A ferramenta, que permite o monitoramento das situações em instituições prisionais brasileiras conforme vistorias feitas por juízes, ainda não apresenta uma visualização nacional dos dados, além de trazer algumas informações contraditórias.
De acordo com o Conselho, o site ainda está em fase de testes, e há alguns presídios sobre os quais não há informações, pois os juízes não repassaram os dados ao CNJ.
O coordenador do departamento de monitoramento do sistema prisional do CNJ, Márcio Fraga, afirma que as atualizações são obrigatórias e passarão a ser cobradas.
- Quem não cumprir está sujeito a um processo administrativo.
Dados
No site, em um mapa do Brasil, o internauta pode conferir dados recolhidos por juízes em inspeções feitas em penitenciárias, cadeias, delegacias, hospitais de custódia e outras unidades do sistema carcerário brasileiro.
O mapa contém informações sobre quantidade de vagas, população carcerária e percentual de presos provisórios (que abrigam presos a espera do julgamento), permitindo um monitoramento em tempo real de condições como superlotação.
Além das informações por Estado, é possível acessar dados também de uma região específica, fazendo-se um recorte no mapa, assim como de cada unidade prisional individualmente.
Será possível, ainda, ver estatísticas sobre os presos, como qual a quantidade deles que estuda, é gestante, qual o percentual de unidades com estruturas para receber crianças, entre outras.