Segundo a entidade, a categoria quer a definição de regras contratuais que assegurem reajuste dos honorário de forma progressiva, de acordo com a classificação brasileira hierarquizada de procedimentos médicos (Cbhpm).
Hoje, os planos de saúde pagam entre R$ 25 e R$ 45 por consulta. Para os profissionais, um valor considerado baixo. Os médicos reclamam também da interferência dos planos no diagnóstico e tratamento dos pacientes.
“Assim como a população, nós também queremos que os serviços em saúde sejam de qualidade”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MS), Juberty Antônio de Souza. Segundo ele, os baixíssimos valores pagos por consultas e outros procedimentos e a ingerência no trabalho médico por parte das operadoras, tanto no diagnóstico quanto na prescrição, são determinantes para o descredenciamento crescente de médicos dos planos, como vem acontecendo em vários estados.
Ainda hoje pela manhã os médicos devem se reunir na Praça do Rádio Clube, onde fazem um manifesto. À tarde, eles participam de uma audiência pública na Assembléia Legislativa para discutir o assunto.
Por nota, a maior empresas de convênios médicos de Mato Grosso do Sul informou que tem se empenhado para promover a valorização dos profissionais cooperados e que tenta manter a viabilidade econômica para garantir a continuidade dos atendimentos.
De acordo com o Sindicato dos Médicos, serão suspensas apenas as consultas de convênios e os procedimentos eletivos. Os atendimentos de urgência e emergência não serão afetados pela mobilização.