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Criança leva arma à escola e diz que precisava se defender

12 de abril 2011 - 21h06 Por Redação Douranews, com Agência Estado
Criança leva arma à escola e diz que precisava se defender
Um garoto de 14 anos, estudante da 5ª série de uma escola estadual de Porto Alegre, foi flagrado na manhã desta terça com uma pistola calibre 22 na mochila. Segundo informações da direção da escola, ele afirmou que estava tentando se defender de ameaças.

O caso ocorreu na escola estadual Doutor Oscar Tollens, no bairro São José, zona leste de Porto Alegre. Uma professora viu a arma dentro da mochila do adolescente e chamou a vice-diretora do turno da manhã, professora Margarida Kroeff. Ela chamou o aluno em sua sala enquanto funcionários verificavam se havia mesmo uma arma na mochila do estudante. A Brigada Militar foi acionada e o adolescente explicou por que carregava uma pistola.

“Ele disse que estava sofrendo ameaças desde o ano passado, que ligavam para a casa dele dizendo que iam matar a família dele. Um amigo havia emprestado a arma para ele se defender. A família não sabia”, diz a vice-diretora, conforme o relato do aluno.

Margarida disse que não houve pânico na escola, apenas uma agitação no momento em que a Polícia Militar e, em seguida, emissoras de televisão chegaram ao local. “Tivemos presença de espírito, tivemos o que tinha que ser feito. Como era o horário de recreio e os carros da polícia estacionaram naquele momento, os alunos ficaram muito agitados. As pessoas estão nervosas. Eu também”, afirma a professora.

O estudante foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (Deca). Segundo o delegado plantonista Flávio Pereira, o garoto, que não possuía antecedentes, não prestou informações durante o depoimento. A mãe o acompanha em audiências com o Ministério Público e o juizado de menores, que decidirá sobre a aplicação ou não de uma medida socioeducativa.

De acordo com o delegado, a pistola tem origem americana e apresentava um mau estado de conservação. A arma estava carregada com uma bala. O delegado diz que não são comuns os casos de alunos flagrados com armas de fogo em Porto Alegre. “É bem raro. Há um ou no máximo dois casos por ano”, afirma Flávio Pereira.